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Elucidações Importantes dezembro 7, 2008

Posted by arturf in Atlântida, Blavatsky, Controle Universal do ensino dos Espíritos, espíritos mistificadores, faraó Mernephtah, Francisco de Assis, Jesus Cristo, Koot-Humi, Lemúria, maus espíritos.
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Verificamos que muitas pessoas, talvez pouco versadas acerca da Ciência Espírita e do método kardeciano, consideram exageradas nossas advertências neste blog, inclusive taxando-as injustamente de anticaridosas.

No entanto, quando estudamos e conhecemos o pensamento dos Espíritos lúcidos, percebemos claramente que não há de ser outra forma, haja vista os critérios de avaliação necessários à análise de uma boa ou má comunicação.

Leiamos, pois, o que nos diz Allan Kardec, sob a orientação da Espiritualidade Superior:

“Os maus Espíritos temem o exame; eles dizem: “Aceitai nossas palavras e não as julgueis.” Se tivessem a consciência de estar com a verdade, não temeriam a luz.

O hábito de escrutar as menores palavras dos Espíritos, de pesar-lhes o valor, distancia forçosamente os Espíritos mal intencionados, que não vêm, então, perder inutilmente seu tempo, uma vez que se rejeite tudo o que é mau ou de origem suspeita.

Mas quando se aceita cegamente tudo o que dizem, que se coloca, por assim dizer, de joelhos diante de sua pretensa sabedoria, fazem o que fariam os homens – disso abusam.” (Allan Kardec, Escolhos dos Médiuns, Revista Espírita, fevereiro de 1859)

Fica aí evidenciado, assim como em inúmeras outras passagens, que se faz necessário passar pela mais rigoroso exame toda e qualquer comunicação advinda dos espíritos.

Infelizmente, o que temos visto no movimento pretensamente espírita é justamente o contrário: tudo aquilo que (supostamente) venha dos espíritos é aceito sem o menor senso crítico e encarado como reflexo da mais pura verdade. Esquecem-se esses indivíduos apressados e pouco atentos, que a Doutrina Espírita não se responsabiliza por tudo que venha do mundo espiritual e para que algo seja incorporado pela Doutrina, deva ser confirmado utilizando-se do critério de concordância universal, e ainda ser confirmado pela lógica, pela razão e, se possível, pela Ciência, naquilo que for de sua competência opinar.

Um exemplo recente na questão Ramatis deixa tudo isso muito evidente. Para dar respaldo e credibilidade ao espírito Ramatis, alguns trataram de atrelar a sua figura a personalidades importantes da história, alegando ser Ramatis e elas o mesmo espírito. E o mais surpreendente é que tais “informações” não têm entre si a menor concordância. Com o intuito de impressionar, já foi dito de tudo sobre o espírito Ramatis: que já teria encarnado na Indochina, no Egito, na Arábia, na Grécia, e até nas lendárias Lemúria e Atlântida, terras que não se tem até hoje nenhuma prova que tenham sequer existido. Não contentes com tais (pseudo) revelações, logo surgiram informações que esse espírito teria vindo da estrela Sírius, e já teria sido, nada mais, nada menos, que Pitágoras, o grande matemático e filósofo (cerca de 570 – 496 a.C.), bem como Filon de Alexandria (cerca de 30 a.C. – 40 d.C.), um filósofo judeu responsável pela famosa Biblioteca de Alexandria e, pasmém, Francisco de Assis! Em um outro período, vejam só, ele teria desfrutado da companhia de Jesus Cristo e encarnado igualmente como Koot-Humi, um dos mentores de Helena Petrovna Blavatsky, a fundadora da Sociedade Teosófica. Além disso, com o intuito de angariar a admiração dos espíritas, teria conhecido Allan Kardec, com o qual teria tido contato na Atlântida (?), na Judéia e no Egito, no templo do faraó Mernephtah, filho de Ramsés… Para completar, Ramatis teria também muitos discípulos, encarnados e desencarnados, todos igualmente elevados, bondosos e sábios, e que participam da mesma confraria místico-esotérica com uma grandiosa missão a cumprir…

(link para verificação das afirmativas acima: http://www.luzcosmica.com.br/koothumi-ramasati.php)

Segundo consta ainda de um site ramatisista, haveria também um outro espírito, chamado Ramal, que seria “uma maravilhosa Entidade extraterrena, do sexo masculino, filho de Ramatís, o Supremo Líder da Dimensão de Marte”. Além disso, também seria “médico, neurocirurgião, psiquiatra, químico, físico, parapsicólogo e sociólogo e profundo conhecedor de todos os mistérios, sabedoria e domínio da Magia Branca e Negra”, e só se comunicaria através da pessoa da Drª. Zélia Brandão. Tudo bastante estranho e exótico…

A estratégia de convencimento do leitor é a de posicionar Ramatis como um grande sábio que teria compartilhado da companhia de outros grandes sábios. Porém, tais afirmações são feitas sem a menor comprovação ou confirmação de quem quer que seja e sem qualquer estudo que possa ao menos deixar isso mais claro ou evidente. Segundo ainda alguns adeptos, Ramatis nem estaria mais na Terra, mas sim em Marte… Aliás, o conteúdo constante do livro “A Vida no Planeta Marte…”, aqui já comentado, indica uma tentativa de convencer o leitor desta suposta elevação espiritual de Ramatis. O resultado já verificamos: o que lá consta em nada foi confirmado, e as pesquisas, com fotos e análises científicas, em tudo contrariam a narrativa de Ramatis acerca daquele planeta, o que fez, inclusive, que médiuns de Ramatis viessem a alegar que o planeta descrito é outro, e não Marte, com a intenção de livrar o espírito do vexame, atribuindo o grande erro ao médium Hercílio Maes e um suposto animismo.

Com isso tudo, a tática é a de impressionar, fazendo com que muitos leitores abdiquem do senso crítico em relação ao conteúdo das mensagens ramatisianas, aceitando cegamente tudo que leiam.

Não foi sem razão que o espírito Erasto advertiu, em 1862, em mensagem inserida em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”:

“Os falsos profetas não existem apenas entre os encarnados, mas também, e muito mais numerosos, entre os Espíritos orgulhosos que, fingindo amor e caridade, semeiam a desunião e retardam o trabalho de emancipação da Humanidade, impingindo-lhe os seus sistemas absurdos, através dos médiuns que os servem. Esses falsos profetas, para melhor fascinar os que desejam enganar, e para dar maior importâncias às suas teorias, disfarçam-se inescrupulosamente com nomes que os homens só pronunciam com respeito.

São eles que semeiam os germes das discórdias entre os grupos que os levam isolar-se uns dos outros e a se olharem com prevenções. Bastaria isso para os desmascarar. Porque, assim agindo, eles mesmos oferecem o mais completo desmentido ao que dizem ser. Cegos, portanto, são os homens que se deixam enganar de maneira tão grosseira.

Mas há ainda muitos outros meios de os reconhecer. Os Espíritos da ordem a que eles dizem pertencer, devem ser não somente muito bons, mas também eminentemente racionais. Pois bem: passai os seus sistemas pelo crivo da razão e do bom-senso, e vereis o que restará. Então concordareis comigo em que, sempre que um Espírito indicar, como remédio para os males da Humanidade, ou como meios de realizar a sua transformação, medidas utópicas e impraticáveis, pueris e ridículas, ou quando formula um sistema contraditado pelas mais corriqueiras noções científicas, só pode ser um Espírito ignorante e mentiroso.

Por outro lado, lembrai-vos de que, se a verdade nem sempre é apreciada pelos indivíduos, sempre o é pelo bom-senso das massas, e isso também constitui um critério. Se dois princípios se contradizem, tereis a medida do valor intrínseco de ambos, observando qual deles encontra mais repercussão e simpatia. Com efeito, seria ilógico admitir que uma doutrina cujo número de adeptos diminui, seja mais verdadeira que outra, cujo número aumenta. Deus, querendo que a verdade chegue a todos, não a confina num círculo restrito, mas a faz surgir em diferentes lugares, a fim de que, por toda parte, a luz se apresente ao lado das trevas.

Repeli impiedosamente todos esses Espíritos que se manifestam como conselheiros exclusivos, pregando a divisão e o isolamento. São quase sempre Espíritos vaidosos e medíocres, que tentam impor-se a pessoas fracas e crédulas, prodigalizando-lhes louvores exagerados, a fim de fasciná-las e dominá-las. São geralmente, Espíritos sedentos de poder, que, tendo sido déspotas no lar ou na vida pública, quando vivos, ainda querem vítimas para tiranizar, depois da morte. Em geral, portanto, desconfiai das comunicações que se caracterizam pelo misticismo e a extravagância, ou que prescrevem cerimônias e práticas estranhas. Há sempre, nesses casos, um motivo legítimo de desconfiança.

Lembrai-vos, ainda, de que, quando uma verdade deve ser revelada à Humanidade, ela é comunicada, por assim dizer, instantaneamente, a todos os grupos sérios que possuem médiuns sérios, e não a este ou aquele, com exclusão dos outros. Ninguém é médium perfeito, se estiver obsedado, e há obsessão evidente quando um médium só recebe comunicações de um determinado Espírito, por mais elevado que este pretenda ser. Em consequência, todo médium e todo grupo que se julguem privilegiados, em virtude de comunicações que só eles podem receber, e que, além disso, se sujeitam a práticas supersticiosas, encontram-se indubitavelmente sob uma obsessão bem caracterizada. Sobretudo quando o Espírito dominante se vangloria de um nome que todos, Espíritos e encarnados, devemos honrar e respeitar, não deixando que seja comprometido a todo instante.

É incontestável que, submetendo-se ao cadinho da razão e da lógica toda a observação sobre os Espíritos e todas as suas comunicações, será fácil rejeitar o absurdo e o erro. Um médium pode ser fascinado e um grupo enganado; mas, o controle severo dos outros grupos, com o auxílio do conhecimento adquirido, e a elevada autoridade moral dos dirigentes de grupos, as comunicações dos principais médiuns, marcadas pelo cunho da lógica e da autenticidade dos Espíritos mais sérios, rapidamente farão desmascarar esses ditados mentirosos e astuciosos, procedentes de uma turba de Espíritos mistificadores ou malfazejos. (Ver em O Evangelho Segundo o Espiritismo, na Introdução, o parágrafo II: Controle universal do ensino dos Espíritos. E em O Livro dos Médiuns, o cap. XXIII, Da obsessão)

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