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Ramatis e os Intraterrenos março 20, 2009

Posted by arturf in civilização intraterrena, intraterrenos.
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Confesso, amigos leitores, que a cada dia fico mais impressionado com a fértil imaginação de encarnados e desencarnados. Os primeiros, por acreditarem nos maiores absurdos supostamente vindos do mundo espiritual e de espíritos superiores, e os segundos pela capacidade de veicularem um sem número de idéias fantasiosas com o intuito de enganar e iludir os incautos, expondo-os ao ridículo.

Deparamo-nos, faz algum tempo, com a tese da existência de seres chamados de “intraterrenos”, que viveriam no “interior oco da Terra”, sendo superiores a nós, tanto moral como intelectualmente. Segundo os crentes na existência dos mesmos, esses seres, humanos como nós, muitos deles tidos como mortos e desaparecidos aqui na “superfície”, habitam enormes cidades subterrâneas cortadas por túneis e corredores, e também por ruas e avenidas. São cercados de tipos “diferentes” de animais e plantas, e têm como “missão” auxiliar os que vivem na superfície… Segundo ainda os relatos de ramatisistas, os intraterrestres alimentam-se essencialmente de frutos e leguminosas, sendo suas necessidades metabólicas menos elaboradas.

Tudo seria muito bonito e agradável ao “paladar” dos místicos em geral, se não fosse algo que afronta os mais elementares rudimentos da física, geologia, biologia e química.

Como podemos ver na figura acima, não existe interior oco algum, e, mesmo se existisse, a vida humana ou de qualquer ser vivo seria impossível, devido às altíssimas temperaturas e à ausência de oxigênio. Aliás, o magma que é expelido do interior dos vulcões é o atestado mais visível de que não há a menor possibilidade de existir essas tais cidades.

O espírito Ramatis, assim como muitos dos seus seguidores, parecem aceitar essa fantasiosa hipótese. O Grupo de Estudos Ramatis (GER) e o “universalista” Laércio Fonseca são os principais defensores da existência de intraterrenos. Na internet, circula um documento da citada instituição em que certos detalhes sobre a dita civilização são fornecidos, tendo como base comunicações dadas pelo espírito Ramatis. Confiram e avaliem por si sós:

http://www.extraseintras.com.br/livros/Cidades_Intraterrestres.pdf (copie e cole no seu navegador. Só assim é possível o acesso)
http://saudeperfeitarfs.blogspot.com/2007/06/cidades-intraterrestres-1.html
http://www.viafanzine.jor.br/site_vf/ufovia/intraterrenos.htm

Há quem diga tê-los fotografado, inclusive. Vejam no link abaixo:

http://www.pegasus.portal.nom.br/imagens10.htm

A geologia nos ensina que podemos dividir as camadas da Terra em três, mais precisamente chamadas de geosferas: a crosta, o manto e o núcleo.

A crosta é a camada mais externa do planeta e é a parte superior da litosfera, com uma espessura variável de 5 a 70 km. É constituída principalmente por basalto e granito e fisicamente é menos rígida e mais fria do que o manto e o núcleo da Terra.

O manto fica diretamente abaixo da crosta, prolongando-se em profundidade até ao limite exterior do núcleo. O manto terrestre estende-se desde cerca de 30 km de profundidade (podendo ser bastante menos nas zonas oceânicas) até aos 2900 km abaixo da superfície (transição para o núcleo).

Já o núcleo, tido pelos ramatisistas como sendo oco, divide-se em:

– núcleo externo, que é a camada que se situa entre o núcleo interno (sólido) e o manto terrestre. Ele é formado por ferro e o material está em estado líquido. Essa descoberta se deve em grande parte ao estudo das ondas sísmicas e da sismologia. É essa região que forma o campo magnético da Terra. O campo é causado devido a movimentação do fluido condutor de eletricidade, em um fenômeno parecido com o movimento das bobinas em um gerador elétrico. Atualmente, cientistas acreditam que o núcleo externo está ligado à inversão da polaridade magnética do planeta, ocorrida no passado.

– núcleo interno, que é a parte mais interna da Terra, estendendo-se por 3 mil e quinhentos quilômetros, do centro do planeta para o exterior. A ciência atesta que ele é metálico, formado principalmente por ferro, com um pouco de níquel e outros materiais misturados. A temperatura do núcleo da terra é muito alta, cerca de 6 mil graus Celsius. Na parte mais externa, o material que forma o núcleo interno é sólido enquanto o material do núcleo externo se encontra na forma líquida.

Grande parte do conhecimento de que dispomos sobre o núcleo provém de evidências geofísicas, de geomagnetismo e sismologia.

Infelizmente, portanto, vemos pessoas indo em direção ao tortuoso caminho da alienação mistico-religiosa, deixando de lado a sensatez e a lógica para aventurarem-se em crenças sem a menor base racional. Equivocam-se aqueles que acreditam que basta um espírito usar palavras bonitas, como amor, caridade, evolução, que, pronto! – podemos confiar cegamente no que ele diz. Isso é um grande erro, porque esta é a chave que espíritos mistificadores e pseudo-sábios se utilizam para fazerem-se acreditar. Podemos também notar nas mensagens dessas entidades o elogio disfarçado aos médiuns e aos membros dos grupos, através de ditados que exaltam a importância da “missão” dos mesmos, ao mesmo tempo em que procuram fazê-los surdos às advertências externas em relação à veracidade das informações. No primeiro link deste artigo, essa estratégia de convencimento ficou bem evidente.

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