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Até Divaldo Franco anda abismado… fevereiro 28, 2012

Posted by arturf in ashtar sheran, Diamantino Coelho, Divaldo Franco.
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Diante de tantos absurdos que estamos vendo sendo publicados em nome do Espiritismo, até mesmo o antes tão “diplomático” médium Divaldo Pereira Franco resolveu se pronunciar. Sem dar “nome aos bois”, como se diz popularmente, Divaldo alerta para a onda de obras anti-doutrinárias que vem assolando o meio espírita, tal qual já alertamos por diversas vezes aqui, principalmente nos nossos últimos artigos: “Saint Germain, Novo ‘Governador do Planeta’ ou apenas um Bon Vivant?“, “Insistindo nos mesmos erros” e “Artigo investigativo: Ramatis pode nem existir“.

Divaldo acertadamente aponta as “revelações estapafúrdias” e as “ameaças de acontecimentos negativos por não se exercitar a mediunidade e a caridade” como questões graves contidas nesses livros, além de chamar a atenção dos centros espíritas que vendem obras anti-doutrinárias em suas livrarias a pretexto de que “é isso o que o povo pede”.

Não obstante o acerto na crítica, Divaldo Franco emite uma opinião que em nada se assemelha às recomendações dos espíritos superiores e do próprio Allan Kardec. O citado médium acredita que é silenciando que melhor colaboramos para obstar a penetração dessas ideias e obras anti-doutrinárias. Já o insigne Codificador, o bom-senso encarnado, claramente adverte:

“É preciso que se saiba que o Espiritismo sério se faz patrono, com alegria e apressuramento, de toda obra realizada com critério, qualquer que seja o país de onde provém, mas que, igualmente, repudia todas as publicações excêntricas. Todos os espíritas que, de coração, vigiam para que a Doutrina não seja comprometida, devem, pois, sem hesitação, denunciá-las, tanto mais porque, se algumas delas são produtos da boa-fé, outras constituem trabalho dos próprios inimigos do Espiritismo, que visam desacreditá-lo e poder motivar acusações contra ele. Eis porque, repito, é necessário que saibamos distinguir aquilo que a Doutrina Espírita aceita daquilo que ela repudia”. (Allan Kardec, Viagem Espírita em 1862. Instruções Particulares. VI.)

Já em “O Livro dos Médiuns”, Allan Kardec volta à baila sobre a questão e arremata dizendo:

“Separar o verdadeiro do falso, descobrir a trapaça oculta numa cascata de palavras bonitas, desmascarar os impostores, eis, sem contradita, uma das maiores dificuldades da Ciência Espírita.”

Daí perguntamos como é possível desmascarar os impostores ficando em silêncio…

Interessante notar que, como já abordamos em nosso artigo “Divaldo apoia Ramatis… Mas, e daí?“, parece haver uma grande contradição, já que Divaldo andou dando força justamente aos maiores responsáveis por esse movimento de ataque ao Espiritismo e que vêm lotando as prateleiras das livrarias com uma enxurrada de obras de conteúdo exótico, estapafúrdio, que não resiste à menor crítica doutrinária.

Os ditados de Ramatis, de Ashtar-Sheran, as obras de Diamantino Coelho, o mega-apócrifo “A Vida de Jesus ditada por Ele mesmo“, os livros “recebidos” por médiuns ramatisistas, etc., têm todos a chancela do movimento auto-intitulado “universalista”, exatamente o mesmo que comemorou a publicação do livro “Transição Planetária” do próprio Divaldo Franco, que confirma as profecias absurdas de catástrofes no chamado “fim dos tempos”, o carro-chefe dos pseudossábios encarnados e os da erraticidade na sanha de chamar a atenção dos incautos por uma “conversão” apressada.

Portanto, embora reconheçamos que o médium Divaldo Franco apresentou avanços em sua maneira de pensar e até uma certa coragem ao expor esse terrível problema, falta muito para que ele cumpra as recomendações contidas nas obras da Codificação, em que verifica-se que o pensamento crítico deva ser claramente exposto, desde que, obviamente, reúna os elementos necessários para uma boa fundamentação. Na Doutrina Espírita encontramos o estímulo a uma postura ativa, e jamais a uma postura passiva, tímida e condescendente:

(…) “Observai e estudai com cuidado as comunicações que recebeis; aceitai o que a razão não recusar, repeli o que a choca; pedi esclarecimentos sobre as que vos deixam na dúvida. Tendes aqui a marcha a seguir para transmitir às gerações futuras, sem medo de as ver desnaturadas, as verdades que separáveis sem esforço de seu cortejo inevitável de erros”. (Santo Agostinho, Revista Espírita, 1863, julho.)

“Há polêmica e polêmica; e há uma diante da qual não recuaremos jamais, que é a discussão séria dos princípios que professamos.” (Allan Kardec, Revista Espírita – Nov/1858)

Comentários»

1. Rose - fevereiro 28, 2012

Artur, oportuno seu artigo. Penso que Divaldo "se enrolou " mais uma vez…Observei exatamente os equivocos que vc sinalizou.Tb fiquei abismada!Cade Kardec???Lamentalvemente continuaremos a ouvir "gerenciadores interesseiros".Obrigada por sua corajosa postagem. Vida que segue…VIVA A DOUTRINA ESPÍRITA! VIVA O GIGANTE E SÁBIO KARDEC!

2. Francisco Amado - fevereiro 28, 2012

Alimentou o dragão, agora vai reclamar que o dragão vai engolir ele?

3. Marcus Vinitius Amêndola - abril 16, 2012

Penso que o que o Mestre Divaldo Franco quis falar é para não darmos ouvidos a essas publicações que não têm o mínimo de possibilidade de comprovação, e que se espalham na net feito praga. No tempo de Kardec, Emmanuel e, muito menos, de Santo Agostinho (que é muito anterior ao Espiritismo Kardecista) não havia a net, e, portanto, as regras de combate devem se adaptar aos tempos. Os “ensinamentos” desse Ashtar me parecem repletos de princípios do GreenPeace…

4. Marcus Vinitius Amêndola - abril 16, 2012

Colo aqui o que encontrei no próprio blog:

A fim de que pudéssemos reconhecer melhor os espíritos fascinadores, Kardec os descreve:

“Os Espíritos dados a sistemas são geralmente escrevinhadores, pelo que buscam os médiuns que escrevem com facilidade e dos quais tratam de fazer instrumentos dóceis e, sobretudo, entusiastas, fascinando-os. São quase sempre verbosos, muito prolixos, procurando compensar a qualidade pela quantidade. Comprazem-se em ditar, aos seus intérpretes, volumosos escritos indigestos e frequentemente pouco inteligíveis, que, felizmente, têm por antídoto a impossibilidade material de serem lidos pelas massas. Os Espíritos verdadeiramente superiores são sóbrios de palavras; dizem muita coisa em poucas frases. Segue-se que aquela fecundidade prodigiosa deve sempre ser suspeita.”

E aconselha:

“Nunca será demais toda a circunspecção, quando se trate de publicar semelhantes escritos. As utopias e as excentricidades, que neles por vezes abundam e chocam o bom-senso, produzem lamentável impressão nas pessoas ainda noviças na Doutrina, dando-lhes uma idéia falsa do Espiritismo, sem mesmo se levar em conta que são armas de que se servem seus inimigos, para ridicularizá-lo. Entre tais publicações, algumas há que, sem serem más e sem provirem de uma obsessão, podem considerar-se imprudentes, intempestivas, ou desazadas.”


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