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Universalismo e Movimentos Cismáticos março 5, 2012

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É muito natural que as pessoas possuam diferentes maneiras de pensar, algo que ocorre, entre outras fatores, devido ao fato de cada um estar num patamar diferente de compreensão sobre determinada questão ou assunto.

No entanto, quando um ou mais indivíduos que dizem pertencer a uma determinada religião, ou que dizem apoiar certo conjunto de ideias de cunho filosófico (como a Doutrina Espírita, por exemplo), passam a discordar de alguns de seus princípios ou ensinos, forma-se aquilo que se convencionou chamar de “cisma“. O cisma caracteriza-se por uma dissidência (ou cisão), em que geralmente seus partidários mantêm certos princípios originais e passam, concomitantemente, a adotar outros que lhes pareçam melhores ou mais convenientes. De maneira geral, passam a isolar-se do movimento originário, adotando práticas e divulgando conceitos próprios.

Allan Kardec, o sistematizador da Doutrina Espírita, deixou comentários importantes e esclarecedores acerca dos cismas que já surgiam e viriam a surgir no movimento espírita, tendo deixado evidenciado sua preocupação perante os mesmos. Leiamos:

Uma questão que se apresenta em primeiro lugar no pensamento é a dos Cismas que poderão nascer no seio da Doutrina; o Espiritismo deles será preservado?

Não, seguramente, porque terá, no começo sobretudo, que lutar contra as ideias pessoais, sempre absolutas, tenazes, lentas em se harmonizarem com as ideias de outrem, e contra a ambição daqueles que querem ligar, mesmo assim, o seu nome a uma inovação qualquer; que criam novidades unicamente para poderem dizer que não pensam e não fazem como os outros; ou porque o seu amor-próprio sofre por não ocupar senão uma posição secundária.” (em Constituição do Espiritismo – Dos Cismas, Obras Póstumas)(grifos nossos)

Vemos claramente que Allan Kardec se refere a novidades oriundas de ideias pessoais através das quais adeptos ambiciosos e, por que não dizer?, vaidosos e sequiosos por destaque, de maneira persistente procuram fazer prevalecer, exatamente como temos observado nos últimos tempos.

Cabe frizar que o Espiritismo se deparou, inicialmente, com simpatizantes de praticamente todas as religiões e filosofias. Uns, logo reconhecendo que a Doutrina Espírita possuía ideias, conceitos e princípios que lhe eram próprios, perceberam que não seria possível conciliar o Espiritismo com doutrinas do passado, fossem elas do Ocidente ou do Oriente, apesar dos alguns (poucos) pontos aparentemente em comum. Já outros, afetivamente ligados às suas antigas religiões, acharam que o Espiritismo nada teria a perder aceitando o que chamavam de “contribuições” dessas correntes do espiritualismo em geral, fossem elas oriundas de religiões dogmáticas (como o Catolicismo), ou de religiões orientais e/ou orientalistas.

Como já estudamos anteriormente em outros artigos, especialmente em “Os Cavalos de Troia do Espiritismo” e em “Os Efeitos do Ecletismo e da Heterodoxia no Movimento Espírita Francês“, J.-B. Roustaing foi o primeiro a liderar um movimento cismático com suas ideias neo-docetistas muito semelhantes ao ideário católico. Tempos depois, com o desencarne do Codificador, logo se apossaram da Sociedade Parisiente de Estudos Espíritas, espiritualistas de toda ordem, especialmente teosofistas, ocultistas e esotéricos, com a complacência de Pierre Gaëtan Leymarie, pouco afeito a manter a mesma postura austera do Codificador.

Anos depois, no Brasil, os adeptos do rustenismo adiantaram-se e fundaram a Federação Espírita Brasileira (FEB), dominando amplamente o movimento espírita com uma avalanche de obras que, pouco a pouco, foram minando a divulgação e o estudo das obras da Codificação, considerada pelos mesmos superadas pela obra “Os Quatro Evangelhos” de J.-B. Roustaing, apelidada de “a Revelação da Revelação”. Já nos idos de 1950, surgem os livros de Hercílio Maes, com ideias em oposição ao rustenismo e com a proposta de acrescentar ao Espiritismo práticas, ensinos e conceitos do rosacrucianismo e da teosofia, como pudemos claramente apontar em Artigo investigativo: Ramatis pode nem existir. A proposta? Uma só: estabelecer o que Hercílio apelidou de “universalismo”, como se o Espiritismo, por si só, não fosse uma doutrina eminentemente universalista.

Vejamos, uma a uma, as definições de “universalismo” contidas no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, e verificaremos que a Doutrina espírita, mais do que qualquer outro conjunto de ideias (doutrina), é essencialmente universalista:

Universalismo – substantivo masculino;

1 Rubrica: religião.
“doutrina ou crença que afirma que todos os homens estão destinados à salvação eterna, em virtude da bondade de Deus”

Comentário: É exatamente isso o que ensina o Espiritismo. Acresce ainda que alcançamos o mais alto estágio evolutivo através da reencarnação (ou vidas sucessivas), onde nos são dadas as oportunidades de aprendizado e aperfeiçoamento intelecto-moral.

2 caráter do que é universal ou universalista; universalidade

Comentário: Allan Kardec, servindo-se de médiuns de praticamente todos os pontos do planeta e desconhecidos uns dos outros, atestou que os ensinos espíritas são de origem universal. Tal fato pode ser verificado no artigo Controle Universal do Ensino dos Espíritos (CUEE), o eficaz método espírita de aferição da Verdade. Além disso, o Espiritismo assenta-se sob fatos naturais e não admite nada do que se afaste dessas mesmas leis, imutáveis como o próprio Criador. Utilizando-se do critério de concordância universal, o codificador pôde chegar a um eficaz meio de aferição das mensagens que lhe chegavam.

3 tendência de tornar universal uma religião, uma ideia, um sistema etc., fazendo com que se dirija ou abranja a totalidade e não um grupo particular

Comentário: O Espiritismo se destina a todos, porque todos estamos submetidos às mesmas leis universais. Não se dirije somente aos espíritas, e nem defende qualquer beneplácito divino ou superioridade dos espíritas sobre os demais.

4 opinião dos que só reconhecem como autoridade o assentimento universal

Comentário: Como já foi dito e demonstrado, Allan Kardec utilizou-se de comunicações oriundas dos quatro cantos do planeta, tendo sido o único a sistematizar uma doutrina desta maneira. Portante, é errôneo afirmar que o Espiritismo tenha um viés unicamente ocidental, ou que tenha privilegiado o pensamento predominante no Ocidente.

Assim sendo, não há razão para fundar qualquer movimento pretensamente ligado ao Espiritismo que se auto-intitule “universalista”, já que a própria Doutrina Espírita é, por si só, universalista.

Em nossas pesquisas, pudemos observar que os idealizadores do movimento universalista, os contemporâneos Edgard Armond e Hercílio Maes, ambos ramatisistas e adeptos de correntes espiritualistas orientais, intentaram, conscientemente ou não, na verdade, promover um sincretismo dessas filosofias com o Espiritismo. O primeiro, escrevendo livros de próprio punho, tendo sido o livro “Exilados de Capela” o que mais sucesso alcançou; o segundo, atribuindo tais ideias a um espírito “oriental” chamado Ramatis.

Edgard Armond foi inclusive chamado por Ramatis de “discípulo querido”, sendo que boa parte do projeto de implantação da Aliança Espírita Evangélica, assim como os trabalhos mediúnicos em si e programação de estudos, foram inspirados nos ditados constantes das obras de Hercílio/Ramatis. Tais informações, para que fique claro que não estamos tirando de nossa cabeça, constam do livro “No Tempo do Comandante“, de Edelson da Silva Jr., uma biografia de Armond.

Preocupado com a situação, em que eram propagados Brasil afora uma série de práticas e informações que colidiam com o Espiritismo e afrontavam o método kardeciano, Deolindo Amorim lançou a preciosíssima obra “O Espiritismo e as Doutrinas Espiritualistas” (1958). Sem combater nenhuma corrente ou filosofia espiritualista, como a Teosofia, a Rosacruz, e as diversas seitas de origem asiática e africana, embora ressaltando eventuais coincidências de pontos filosóficos, Deolindo define, separa e identifica o que é o Espiritismo, mostrando a sua independência.

“(…) Todas as doutrinas organizadas têm o seu corpo de princípios, seus postulados, sua orientação. O Espiritualismo, em sua amplitude, é a matriz de muitas escolas, religiões e correntes filosóficas, mas a própria disciplina da inteligência exige que se dê a cada religião ou doutrina o seu lugar inconfundível: ESPIRITISMO é Espiritismo; TEOSOFIA é teosofia; ECLETISMO é ecletismo. É melhor discernir do que confundir, pois é discernindo que se põe ordem nas ideias para procurar a Verdade.

O Espiritismo é uma doutrina universalista, e tanto quanto as doutrinas que mais o sejam; mas é indispensável não levar a noção de universalismo ao arbítrio de acomodações inconvenientes senão prejudiciais à clareza do espírito crítico. Repetimos que o Espiritismo é universalista, os seus problemas têm o sentido da universalidade, mas também é oportuno acentuar que o Espiritismo não é uma forma de sincretismo doutrinário ou religioso, sem unidade nem consistência. Não, absolutamente! Já se falseou muito a ideia de universalismo. Ser universalista é ter visão global do conhecimento, é estimar a universalidade dos valores espirituais acima e além de todas as configurações geográficas ou históricas. Universalismo é uma convicção, é uma posição consciente em face da cultura humana e espiritual; não é, portanto, a junção pura e simples de crenças, doutrinas e práticas diversas.” (cap. I – A Reencarnação e as Escolas Orientais)

A última linha do brilhante comentário de Deolindo Amorim é uma descrição fiel do que acontece em núcleos espíritas (ou pretensamente espíritas) que adotam esse comportamento sincrético dito “universalista”. Adoção de práticas mediúnicas exóticas (apometria, passes padronizados, etc.), utilização de terapias alternativas muitas vezes inócuas (cromoterapia, radiestesia, cristalterapia, etc.), venda de objetos tidos como concentradores ou debeladores de “energia” (cristais, incensos, defumadores, etc.), uso de uniformes e roupas especiais (jalecos brancos, imitando profissionais da saúde), e por aí vai.

Até mesmo o espírito André Luiz, entidade incensada por boa parte do contingente espírita, mostrou-se claramente contrário a essa postura agregacionista e oportunista:

“Muitos, companheiros, sob a alegação de que todas as religiões são boas e respeitáveis, julgam que as tarefas espíritas nada perdem por aceitar a enxertia da práticas estranhas à simplicidade que lhes vige na base, lisonjeando indebitamente situações e personalidades humanas, supostas capazes de beneficiar as construções doutrinárias do Espiritismo.

No entanto, examinemos, sem parcialidade, a expressão contraditória de semelhante
atitude, analisando-a, na lógica da vida.

Criaturas de todas as plagas dos Universos são filhas do Criador e chegarão, um dia, à perfeição integral. Mas, no passo evolutivo em que nos achamos, não nos é lícito estar com todas, conquanto respeitemos a todas, de vez que inúmeras se encontram em experiências diametralmente opostas aos objetivos que nos propomos alcançar.

Não existem caminhos que não sejam viáveis e todos podem conduzir a determinado
ponto do mundo. Contudo, somente os viajores irresponsáveis escolherão perlustrar
atalhos perigosos e desfiladeiros obscuros, espinheiros e charcos, no Dédalo de aventuras marginais, ao longo da estrada justa.

Indiscriminadamente, os produtos expostos num mercado são úteis. Mas sob a desculpa do acatamento que se deve a todos, não nos cabe comer de tudo, sem a mínima noção de higiene e sem qualquer consideração para com a própria saúde.

Águas de qualquer procedência liquidam a sede. No entanto, com a desculpa de que todas são valiosas, não é aconselhável se beba qualquer uma, sem qualquer preocupação de limpeza, a menos que a pessoa esteja nas vascas da sofreguidão, ameaçada de morte pelo deserto.

Sabemos que a legislação humana obtida à custa de sofrimento estabelece a segregação dos irmãos delinquentes para o trabalho reeducativo; sustenta a polícia rodoviária para garantir a ordem da passagem correta; mantém fiscalização adequada para o devido asseio nos recursos destinados à alimentação pública e cria agentes de filtragem para que as fontes não se façam veículos de endemias e outras calamidades que arrasariam populações indefesas.

Reflitamos nisso e compreenderemos que assegurar a simplicidade dos princípios
espíritas, nas casas doutrinárias, para que as sua atividades atinjam a meta da libertação espiritual da Humanidade não é fanatismo e nem rigorismo de espécie alguma
, porquanto, agir de outro modo seria o mesmo que devolver um mapa luminoso ao labirinto das sombras, após séculos de esforço e sacrifício para obtê-lo, como se também, a pretexto de fraternidade, fôssemos obrigados a desertar do lar para residir nas penitenciárias; a deixar o caminho certo para seguir pelo cipoal; a largar o prato saudável para ingerir a refeição deteriorada e desprezar a água potável por líquidos de salubridade suspeita.” (“Práticas Estranhas”, livro “Opinião Espírita” (1963) – F.C. Xavier)

Assim sendo, o alerta está dado.

Infelizmente, os interessados em tornar o movimento espírita um celeiro de fantasias muito se aborrecem com esses comentários, mas é preciso que não nos deixemos enganar. Há muitos interesses envolvidos nisso, tanto materiais, quanto espirituais. De um lado, espíritos pseudossábios, autênticos falsos profetas da erraticidade, charlatões da espiritualidade, que revestem suas mensagens das palavras de amor, caridade, etc. apenas com o intuito de melhor enganarem acerca de suas luzes. Ditam o que lhes vêm à cabeça com o intuito de promover a confusão. Do outro, indivíduos encarnados que pouco se aprofundaram no estudo sério da Doutrina Espírita, desejosos por terem sobre si os holofotes e o dinheiro que esse grande mercado da literatura “trash” pseudo-espírita tem proporcionado.

Cabe aos dirigentes espíritas discernir que “tolerar” não significa o mesmo que “transigir”. Toleramos a todos, amamos a todos, mas a título de amar não nos é lícito conspurcar aquilo que nos é mais caro: o Espiritismo e sua missão de libertação das consciências das faixas da ignorância, causa primária de tudo aquilo que causa sofrimento e impede as almas de voarem mais celeremente rumo à perfeição.

Adquira o livro "Espiritismo x Ramatisismo" e outros lançamentos fevereiro 22, 2012

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Prezados leitores, a obra “Espiritismo x Ramatisismo”, que reúne 50 artigos em 185 páginas, já está disponível nas versões impressa e digital através do link abaixo. Altamente recomendável para quem deseja realmente aprofundar-se sobre o assunto e também para aqueles que desejam doar à biblioteca e tornar disponível tais conhecimentos ao frequentadores do Centro Espírita que frequentam, assim como a amigos. Espero que apreciem. Saudações e boa leitura!

Espiritismo x Ramatisismo

Já quem deseja adquirir a obra “Ramatis, Sábio ou Pseudo-Sábio?“, editado pela EME, é só clicar em um dos links abaixo:

Editora EME

Livraria Ponto de Luz

Livraria Espírita Candeia

Recomendamos também a recém lançada obra intitulada “Breve História do Espiritismo“, do nosso amigo jornalista e turismólogo Fabiano Vidal, um dos fundadores de “O Blog dos Espíritas“. Com prefácio de nossa autoria, o livro faz uma retrospectiva histórica do surgimento da Doutrina Espírita na França, a partir do fenômeno das mesas girantes e os posteriores estudos de Hyppolite Léon Denizard Rivail, que mais tarde se imortalizaria sob o pseudônimo de Allan Kardec.

A obra, que em breve ganhará uma versão digital, relata como se iniciaram os estudos de Allan Kardec, a posterior edificação da Doutrina Espírita, o surgimento do Roustainguismo, o Espiritismo após a morte de Kardec, a chegada do Espiritismo no Brasil, a criação da FEB, a adesão de Bezerra de Menezes às teses de Roustaing e a defesa do legado kardeciano através de instituições como o NEFCA (Núcleo Espírita de Filosofia e Ciências Aplicadas).

Sem dúvida, um livro que deve ser lido e estudado atentamente pelos espíritas.

Adquira seu exemplar clicando aqui.

Outro autor que não nos cansamos de recomendar é Sérgio Aleixo. Com uma lucidez admirável, o autor desenvolve estudos do mais alto gabarito em seus livros, que podem ser adquiridos clicando aqui.

Controle Universal do Ensino dos Espíritos (CUUE), o eficaz método espírita de aferição da Verdade janeiro 28, 2012

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Um argumento volta-e-meia utilizado para sutilmente descredenciar a Codificação Espírita e, ao mesmo tempo, enaltecer obras mediúnicas não concordantes com a Doutrina Espírita, tidas por seus defensores como uma evolução desta, é o de alegar que o Codificador teria se servido de apenas uma dezena de médiuns oriundos da Europa (Ocidente) para chegar às respostas contidas, especialmente na obra basilar da Doutrina, que é “O Livro dos Espíritos”.

De modo a esclarecer em definitivo esta questão, derrubando mais uma falsa informação, apresento os grupamentos mediúnicos com os quais Allan Kardec mantinha correspondência mundo afora.

Lista dos 37 Países onde o Espiritismo se fez presente no tempo de Allan Kardec

EUROPA (18 países e 222 localidades): I – ALEMANHA, II – ÁUSTRIA, III – BÉLGICA, IV – DINAMARCA, V – ESCÓCIA, VI – ESPANHA, VII – FRANÇA (163 LOCALIDADES), VIII – GRÉCIA, IX – HOLANDA, X – INGLATERRA, XI – ITÁLIA, XII – POLÔNIA, XIII – PORTUGAL, XIV – PRÚSSIA, XV – RÚSSIA, XVI – SUÉCIA, XVII – SUÍÇA, XVIII – UCRÂNIA.

AMÉRICA (8 países e 23 localidades): XIX – BRASIl, XX – CANADÁ, XXI – COLÔMBIA, XXII – CUBA, XXIII – ESTADOS UNIDOS, XXIV – GUIANA FRANCESA, XXV – MÉXICO, XXVI – PERU

ÁFRICA (5 países e 14 localidades): XXVII – PEQUENA CIDADE AFRICANA, XXVIII – ARGÉLIA, XXIX – EGITO, XXX – GUINÉ BISSAU, XXXI – ILHAS MAURÍCIA

ÁSIA (6 países e 9 localidades): XXXII – EXTREMO DA ÁSIA, XXXIII – CHINA, XXXIV – COCHINCHINA (INDOCHINA), XXXV – SÍRIA, XXXVI –TURQUIA, XXXVII – ISRAEL.

Lista das 268 Localidades onde o Espiritismo se fez presente no tempo de Allan Kardec*

EUROPA (18 países e 222 localidades)

I – ALEMANHA – RE, Nov/1858; RE, Mar/1861; RE, Mar/1866; RE, Jan/1869; 1) BEBLEWHEIM (ALEMANHA) – RE, Abr/1867; 2) BERGZABERN (ALEMANHA) – RE, Mai/1858; 3) KARLSRUHE (ALEMANHA) – RE, Jun/1861, Dez/1861; 4) LEIPZIG (ALEMANHA) – RE, Fev1868; 5) SAXÔNIA (LEIPZIG, ALEMANHA) – RE, Jun/1859; 6) WIESBADEN (ALEMANHA) – RE, Jul/1862; 7) PROVÍNCIAS DANUBIANAS (ALEMANHA) – RE, Fev/1869
II – ÁUSTRIA (IX) – RE, Jul/1864; 8) VIENA – RE, Jul/1860; RE, Abr/1862, Jun/1862, Set/1862; RE, Jun/1863; RE, Jan/1865;
III – BÉLGICA; 9) ANTUÉRPIA (ou ANVERS) – RE, Abr/1864, RE, Ago/1864, Out/1864 (3x), Nov/1864, Dez/1864; RE, Jan/1865; RE, Set/1867, Dez/1867; RE, Nov/1868; RE, Ago/1858; RE, Out/1864, Nov/1864, Dez/1864; RE, Mar/1866; RE, Jan/1869; 10) BRUXELAS – RE, Jul/1858; RE, Jan/1860, Fev/1860, Abr/1860, Jun/1860; RE, Jun/1860; RE, Mai/1861, Dez/1861; RE, Jan/1864, Fev/1864, Abr/1864, Out/1864, Nov/1864 (2x*); RE, Abr/1865 (2x); RE, Ago/1866; 11) SAINT JOSSE TENNOODE – RE, Out/1864;
IV – 12) DINAMARCA – RE, Mar/1864; RE, Jan/1869;
V – 13) ESCÓCIA – RE, Mai/1858, Ago/1858;
VI – ESPANHA – RE, Mar/1866, Nov/1866; RE, Mar/1866; RE, Jan/1869; 14) ANDUJAR – RE, Mar/1869 ; 15) BARCELONA – RE, Fev/1863, Mar/1863; RE, Set/1864 (3x); RE, Maio/1865 (2x), Jun/1865; RE, Fev/1867, Mar/1867; 16) CADIZ – RE, Set/1864; RE, Abr/1868; 17) CAEN (CALVADOS) – RE, Set/1866; RE, Mai/1868; 18) CIUDAD-REAL – RE, Mar/1869; 19) LEON – RE, Mar/1869; 20) MADRID – RE, Ago/1858; RE, Set/1864; RE, Fev/1867, Mar/1864 (2x); RE, Abr/1864; RE, Dez/1868 (Calle Del Arco); 21) MÚRCIA – RE, Set/1864; 22) SALAMANCA – RE, Mar/1869; 23) SEVILHA – RE, Set/1864; RE, Mar/1869, Abr/1869;
VII – FRANÇA (163 LOCALIDADES) – RE, pág. 6; 24) ABBÉVILLE (SOMME)- RE, Fev/1860; 25) AISNE (DEPTO.) – RE, Out/1866; 26) AIX (BOUCHES-DU-RHÔNE) – RE, Jul/1865; 27) ALBI (TARN) – RE, Fev/1863, Mar/1863; RE, Mar/1865; 28) ALDEIA DA BRETANHA (MORBIHAN) – RE, Jul/1867; 29) ALDEIA DE E. – RE, Dez/1865; 30) ALDEIA DE HAUTE- SAÔNE (DEPTO) – Mar/1863; 31) ALDEIA DE MONIM (BASSES PYRÈNNÉES) – RE, Dez/1867; 32) ALDEIA PERTO DE CAZÈRES (HAUTE-GIRONDE) – RE, Fev/1866; 33) ALLOBROGOS (VELHA CIDADE) – RE, Mar/1864; 34) ALSÁCIA (MOSA) – RE, Mai/1858; 35) AMBROISE (INDRE-ET-LOIRE) – RE, Abr/1863; 36) ANGERS (MAINE-ET-LOIRE) – RE, Mai/1865; 37) ANGOULÊME (CHARENT) – RE, Fev/1863, Mar/1863; 38) ANNECY (ALTA-SABÓIA) – RE, Abr/1862; 39) ANTIBES (ALPES MARÍTIMOS) – RE, Mar/1865; 40) AUBE (DEPTO) – RE, Jan/1861; RE, Jan/1863; RE, Dez/1865; 41) AURILLAC (CANTAL) – RE, Jul/1867; 42) AUTHEUSEL (EURE-ET-LOIRE) – RE, Fev/1863; 43) AVIGNON-(BONNET FILS) (DEPTO. VAUCLUSE) – RE, Mar/1865; 44) BAYONNE (BASSES-PYRENÉES) – RE, Jan/1858; RE, Abr/1863; 45) BELFORT (ALTO RHENO) – RE, Fev/1860; 46) BÉZIERS (DETO. HÉRAULT) – RE, Fev/1860; 47) BLAYE (DEPTO. GIRONDE) – RE, Fev/1863; RE, Jul/1867; 48) BOIS-DE DOEUIL (CHARENTE-INFERIEUR) – RE, Mai/1864; 49) BONE (HAUTE-SAVOIE) – RE, Fev/1863; 50) BORDEAUX (GIRONDE) – RE, Jan/1858, Mar/1858, Jul/1858; RE, Fev/1860, Nov/1860; RE, Mai/1861, Jun/1861 (2x); RE, Fev/1862 (2x), Mar/1862, Abr/1862 (4x), Jun/1862, Set/1862; RE, Mar/1863 (2x), Mai/1863, Jun/1863 (2x), Jul/1863, Ago/1863, Out/1863, Dez/1863; RE, Mar/1864, Mai/1864, Jul/1864, Ago/1864 (2x), Set/1864, Dez/1864; RE, Set/1865; RE, Jan/1867, Jun/1867 (2x), Jul/1867, Ago/1867; RE, Fev/1868, Set/1868; 51) BOUCHES-DU-RHÔNE (Depto Fr.) – RE Abr/1864; 52) BOULOUGNE-SUR-MER (PAS-DE-CALAIS) – RE, Nov/1858; RE, Fev/1863; RE, Fev/1866; RE, Mar/1868; 53) BRESSUIRE (DEUX-SÉVRES) – RE, Mar/1864; 54) BROTTEAUX (RHÔNE) – RE, Out/1861; 55) BROU (EURE-LOIRE) – RE, Jul/1867; 56) BRUNSWICK – RE, Set/1864; 57) BURGO DE BASSE-INDRE (LOIRE-INFÈRIEUR) – RE, Abr/1867; 58) CAHORS (LOT) – RE, Abr/1863; 59) CHÂLONS (CAMPO DE) (MAINE) – RE, Jul/1860; RE, Out/1866; 60) CANTAL (DEPTO. AUVERGNE) – RE, Ago/1867; 61) CARCASSONE (AUDE) – RE, Ago/1863, Nov/1863; RE, Jan/1866; RE, Jul/1867, Nov/1867; 62) CARMAUX (TARN) – RE, Mar/1863; 63) CAZÉRES (HAUTE-GIRONDE) – RE, Fev/1866; 64) CEMPUIS (OISE) – RE, Out/1863; RE, Jun/1864; 65) CERTEILLERIE – RE, Jul/1867; 66) CHÂTILLON (CÔTE D’OR) – RE, Set/1864, Nov/1864; 67) CHAUNY (DEP. VIZINHO DE PARIS, CIDADEZINHA ONDE O ESPIRITISMO PENETROU HAVIA SEIS MESES) – RE, Fev/1862; RE, Mar/1863, Abr/1863; 68) CIDADEZINHA PROVINCIANA DA FRANÇA – RE, Jun/1861; 69) CHERBOURG (DEP. MANCHE) – RE, Out/1861; RE, Mar/1862; 70) CIDADE DEPTº HAUTES-ALPES – RE, Abr/1869; 71) CIDADE DO MIDI – RE, Mai/1863; 72) CIDADE DO SUL DA FRANÇA – RE, Jan/1858; 73) COGNAC (CHATENTE) – RE, Fev/1863; 74) COMUNA DE SAINTE-MARTHE – RE, Jun/1867; 75) CONDOM (GERS) – RE, Fev/1863; 76) CORRÉZE (DEPTO.) – RE, Abr/1866; 77) D-DONAI – RE, Jun/1866; 78) DEPTOS. DE FRANÇA – RE, Ago/1858; 79) DIEPPE (BURGO DE APANDES-TENDES/SIENE MARITIME) – RE, Abr/1860; 80) DOEUIL (CHARENT-INFERIEUR) – RE, Mai/1864; 81) DÔLE (DEPTO. JURA) – RE, Abr/1863; 82) D’ORTHEZ (LANDES) – RE, Fev/1863; 83) DOUAY (NORD) – RE, Out/1864; RE, Ago/1865 (2x); RE, Mai/1867; 84) FIVES (DEPTO-DU-NORD) – RE, Ago/1865; 85) FLAVIGNY – RE, Fev/1867; 86) FONS (LOT) – RE, Fev/1860 (2x); 87) FRANCFORT – RE, Abr/1862; 88) GAILLON (EURE LOUVERS) – RE, Fev/1863; 89) GENOUILLY (DEP. SAÔNE-ET-LOIRE) – RE, Dez/1865; 90) GRAMAT (LOT) – RE, Fev/1859; 91) GRANDVILLERS (VOGES) – RE, Jun/1864; 92) GRAY (HAUTE SAÔNE) – RE, Ago/1865; 93) HAVRE (SEINE-MARITIME) – RE, Fev/1860; RE, Mar/1862; RE, Mar/1864; RE, Fev/1868; 94) HENNEBON (MORBIHAN) – RE, Fev/1860, Mar/1860, Abr/1860; 95) ILE DE RÉ (ARS-EN-RE) – RE, Fev/1863; 96) ILHA DE OLÉRON (CHARENTE MARITIME) – RE, Jan/1864; 97) ILHAS MAURÍCIA – RE, Jul/1864; RE, Jan/1867, Jul/1867; RE, Mar/1869; 98) ILLIERS (DEPT.EVRE-ET-LOIRE) – RE, Jul/1867 (2x); 99) INDRE (DEPTO.) – RE, Jan/1861; 100) JOINVILLE – RE, Fev/1863, Ago/1863; RE, Ago/1865; 101) JOINVELLE-SUR-MARNE (HAUTE-MARNE) – RE, Set/1868; 102) JURA (DEPTO.) – RE, Mai/1860; 103) LAMBALLE (CÔTES-DU-NORD) – RE, Mar/1869; 104) LIBOURNE (GIROND) – RE, Jul/1867; 105) LILLE (NORD) – RE, Jan/1863; 106) LIMOGES (HAUTE-VIENNE) – RE, Ago/1860; RE, Dez/1864; RE, Abr/1867; 107) LORETTE (LOIRE) – RE, Dez/1866; 108) LYON (LIÃO) (RHONE) – RE, Fev/1858, Mai/1858; RE, Mai/1860, Out/1860 (3x), Nov/1860, Dez/1860; RE, Jun/1861, Out/1861; RE, Fev/1862 (3x), Fev/1862, Abr/1862, Nov/1862; RE, Jan/1863, Fev/1863, Mar/1863 (2x), Abr/1863 (2x), Mai/1863, Jun/1863, Jul/1863, Ago/1863, Nov/1863, Dez/1863; RE, Jan/1864 (2x), Mai/1864, Jul/1864, Ago/1864, Nov/1864; RE, Jan/1865, Mai/1864 (2x), Ago/1864, Set/1864, Nov/1864; RE, Jul/1866; RE, Mar/1867, Abr/1867 (2x), Mai/1867, Ago/1867; RE, Mar/1868, Abr/1868, Mai/1868; 109) LUTTER (ARREDORES DE) (HAUTE RHIM) – RE, Set/1864; 110) MÂCÓN (SAÔNE-ET-LOIRE) – RE, Nov/1860; 111) MAINE-ET-LOIRE (DEPTO.) – RE, Mar/1864; RE, Jul/1867; RE, Mar/1868; 112) MARSAIS (VENDEE) – RE, Mai/1864; 113) MARENNES (CHARENT MARITIME) – RE, Fev/1863; RE, Jan/1864; RE, Abr/1866; RE, Jan/1868; 114) MARMANDE (LOT E GARONE) – RE, Dez/1861; RE, Out/1862; RE, Fev/1864 (2x), Mar/1864 (2x); RE, Jan/1865, Nov/1865; RE, Fev/1866; RE, Jun/1867, Jul/1867; 115) MARSELHA – RE, Mai/1860, Jun/1860, Ago/1860; RE, Jan/1861, Nov/1861; RE, Fev/1863, Abr/1863; RE, Mar/1864, Abr/1864, Set/1864, Out/1864; RE, Jan/1865, Abr/1865 (2x); RE, Fev/1867, Mar/1867, Abr/1867, Ago/1867, Nov/1867; 116) MAUBOURQUET (HAUTE-PYRENÉES) – RE, Fev/1863; 117) MESCHER-SUR-GIROND (CHARENTE MARITIME) – RE, Mar/1863; 118) METZ (MOSELLE) – RE, Jul/1860; RE, Set/1861, Nov/1861 (2x); RE, Fev/1862; RE, Mar/1863, Mai/1863, Out/1863, Dez/1863; RE Out/1861, Nov/1861; 119) MELUN (SEINE-ET-MARNE) – RE, Set/1864; 120) MIGRÉ (CHARENTE MARITIME) – RE, Mai/1864; 121) MOLITG-LES-BAINS (PYRENÉES ATLANTIQUES) – RE, Ago/1863; 122) MONTANBAN (TARN-ET-GARONE) – RE, Abr/1865 (2x); 123) MONTERAT (TARN) – RE, Mar/1863; 124) MONTREUIL (PAS-DE-CALAIS) – RE, Nov/1863; 125) MONTREUIL-SUR-MER (PAS DE CALAIS) – RE, Fev/1863, Mar/1863, Out/1863; RE, Ago/1865; RE, Mai/1866; 126) MORZINE (HAUTE SAVOIE) – RE, Jan/1863, Fev/1863, Mai/1863; RE, Ago/1864; 127) MOULINS (ALLIERS) – RE, Set/1863; 128) MULHOUSE (HAUT-RHIN) – RE, Mar/1861, Set/1861; RE, Nov/1868; 129) NEUILLY – RE, Ago/1862; 130) NEUVIC (CORRÈZE) – RE, Fev/1863; 131) NIORT (DEUX-SÉVRES) – RE, Set/1861; RE, Fev/1863, Abr/1863; RE, Mai/1865; RE, Jul/1867; 132) NOIALLES (OISNE) – RE, Jun/1864; 133) NORD (DEPTO.) – RE, Jan/1866; 134) NORMANDIE (SEINE-MARITIME) – RE, Jul/1867; 135) OLORON (BASSES-PYRÈNNÉES) – RE, Dez/1867; 136) ORLÉANS (LOIRET) – RE, Mai/1861; RE, Fev/1863, Set/1863; RE, Jul/1867; 137) PARIS (SEINE) – RE, Fev/1858 (2x), Mar/1858 (2x), Mai/1858 (3x), Jun/1858 (4x), Jul/1858, Ago/1858, Nov/1858 (2x); RE, Fev/1859, Jun/1859; RE, Fev/1860 (4x), Jun/1859 (2x), Jul/1859, Set/1859, Out/1859, Nov/1859; RE, Fev/1862, Mar/1862, Abr/1862, Mai/1862, Jul/1862; RE, Jan/1863 (2x), Fev/1863, Mar/1863 (4x), Abr/1863, Mai/1863, Jun/1863, Jul/1863 (3x), Ago/1863 (3x), Set/1863, Out/1863 (3x), Nov/1863, Dez/1863 (3x); RE, Jan/1864, Fev/1864 (2x), Mar/1864, Abr/1864, Jun/1864, Set/1864, Out/1864 (2x), Nov/1864 (2x), Dez/1864 (3x); RE, Fev/1865 (6x), Mar/1865, Abr/1865, Mai/1865 (7x), Jun/1865, Jul/1865 (4x), Ago/1865 (2x), Set/1865, Nov/1865 (4x), Dez/1865 (4x); RE, Jul/1866 (2x); RE, Jan/1867 (5x), Fev/1867 (3x), Mar/1867 (7x), Abr/1867, Mai/1867, Jun/1867 (3x), Jul/1867, Ago/1867, Set/1867, Out/1867 (4x), Nov/1867, Dez/1867 (3x); RE, Jan/1868, Fev/1868 (2x), Mar/1868, Abr/1868 (2x), Mai/1868 (2x), Jun/1868, Ago/1868, Set/1868, Out/1868, Nov/1868 (5x); RE, Jan/1869 (4x), Fev/1869 (5x), Mar/1869, Abr/1869 (5x); 138) PASSY (HAUTE-SAVOIE) – RE, Mar/1862; RE, Nov/1864, Dez/1864; RE, Dez/1866; 139) PAU (PYRENÉES ATLATIQUES) – RE, Mar/1863; 140) PECHBUSQUE (HAUTE GARONNE), RE Jan/1860; 141) PERPIGNAN (PYRENÉES-ORIENTALES) – RE, Nov/1865; 142) PLESSIS-BOUDET (PERTO LOUDÉX – CÔTES-DU-NORD) – RE, Abr/1860, Jun/1860; 143) POITIERS (VIENNE) – RE, Fev/1863 (2x); RE, Fev/1864, Mar/1864; 144) PONT-LE VÊGUE (CALVADO) – RE, Abr/1865; 145) PRIAIRE – RE, Mai/1864; 146) PROVINS (SEINE-ET-MARNE) – RE, Fev/1863; 147) RAMBOUILLET (YVELINÉS) – RE, Dez/1858; 148) ROCHEFORT (CHARENT-MAIRTIME) – RE, Dez/1862; 149) ROCHEFORT-SUR-MER (CHARENT MARITIME) – RE, Dez/1866; 150) ROUEN (SEINE MARITIME) – RE, Fev/1860, Jun/1860; RE, Jan/1863; 151) SAINT-GEMME (DEUX-SÉVRES) – RE, Ago/1862; 152) SAINT LAURENT-SUR-SEVES (ALDEIA DE VOGES) – RE, Mar/1864; 153) SAINTE-ÉTIENNE (LOIRE) – RE, Mai/1859 (2x); RE, Mai/1860, Nov/1860; 154) SAINT-GEMME (TARN) – RE, Ago/1862,; RE, Mar/1863; 155) SAINT-GERMAIN (YVELINÉS) – RE, Jul/1867; 156) SAINT-JEAN-D’ANGELY (CHARENTE MARITIME) – RE, Ago/1862; RE, Mar/1863; RE, Ago/1864; RE, Abr/1865 (2x), Jul/1865; 157) SAINT-MALO (ILLE E VILAINE) – RE, Fev/1863; 158) SAINT SAUFLIEU (SOMME-PICADIE) – RE, Fev/1868; 159) SAINT-SYMPHORIEN-SUR-COISE (DEP. LOIRE) – RE, Out/1867; 160) SENS (YONNE) – RE, Nov/1860 (2x), Dez/1860; RE, Mar/1861 (2x), Out/1862, Nov/1862; RE, Fev/1862, Abr/1862; RE, Fev/1863, Jun/1863; RE, Fev/1864; RE, Ago/1868, Set/1868; 161) SONNAC (CHARENTE INFERIEUR) – RE, Ago/1864 (2x); RE, Mar/1865; 162) SOULTZ (ALTO RENO) – RE, Jul/1861; 163) STRASBURG (BAS-RHIN) – RE, Mar/1864; 164) TARBES (HAUTES PYRENÉES) – RE, Fev/1863; 165) TARN (DEPTO.) – RE, Mar/1863; 166) TEIL D’ARDÈCHE (ARDÉCHE) – RE, Fev/1860, Abr/1860; 167) TERRE-NOIRE (LOIRE) – RE, Nov/1860; 168) THIONVILLE (MOSELLE) – RE, Se/1863, Out/1863; 169) THONON (ALTA SABÓIA) – RE, Ago/1864; 170) TOULON (DEPTO. VAR) – RE, Fev/1867; 171) TOULOUSE (HAUTE GARONE) – RE, Jan/1860; RE, Nov/1861; RE, Jun/1863, Nov/1863; RE, Jan/1865; RE, Abr/1866; RE, Jul/1867; RE, Set/1868; RE, Jan/1869; 172) TOURS (INDRE-ET-LOIRE) – RE, Fev/1863 (2x), Mar/1863, Abr?1863 (4x); RE, Jun/1865; RE, Jul/1867; 173) TROYES (AUBE) – RE, Fev/1860, Mai/1860, Dez/1860 (2x); RE, Dez/1865; 174) TULLE (CORRÈZE) – RE, Abr/1866; 175) TUSSEL (CORRÉZE) – RE, Jan/1864; 176) VERSAILLES (YVELINÉS) – RE, Abr/1863; 177) VIENNE (DEPTO.) – RE, Jan/1861; RE, Mai/1865; 178) VILLATE (COMUNA, PERTO DE NOZOI), – RE, Ago/1864; 179) VILLE-AU-MOINE – RE, Mai/1864; 180) VILLENAVE-DE-RIONS (DEPTO GIRONDE) – RE, Dez/1863; 181) VILLENENUVE (ALPES HAUTE PROVENCE) – RE, Jul/1867; 182) VILLENENUVE-SUR-LOT (LOT-ET-GARONE) – RE, Nov/1867; 183) VILLENEUVE-LA-CONTESSE (CHARENT INFERIEUR) – RE, Mai/1864; 184) VICQ-SUR-NAHON (INDRE) – RE, Abr/1867; 185) VIVIERS (ARDÈCHE) – RE, Jun/1864.
VIII – 186) GRÉCIA – RE, Jan/1869;
IX – HOLANDA – RE, Mar/1858, Ago/1858, Out/1858; 187) HAIA – RE, Mai/1858; RE, 1862; 188) ZELÂNDIA (PROV. HOLANDA) – RE, Dez/1867; 189) ZIÈRICSÉE (PROV. HOLANDA) – RE, Dez/1867;
X – INGLATERRA – RE, Ago/1858; RE, Ago/1859; RE, Mar/1861; RE, Jan/1869; 190) LIVERPOOL (INGLAT)- RE, Jun/1860; 191) LONDRES (INGLAT) – RE, Jan/1860 (2x), Jul/1860 (2x); RE, Nov/1865; RE, Fev/1867; RE, Mar/1869;
XI – ITÁLIA – RE, Mar/1861; RE, Jun/1862; RE, Mar/1864, Jul/1864; RE, Mar/1866; RE, Jan/1869; 192) BOLONHA – RE, Fev/1865; RE, Mar/1868; 193) CATÂNIA – RE, Jan/1867; 194) FLORENÇA – RE, Mar/1858, Ago/1858; RE, Jan/1860, Fev/1860; RE, Abr/1869; 195) GÊNOVA – RE, Ago/1858; RE, Jul/1860; 196) MILÃO – RE, Ago/1858; RE, Set/1860; 197) NÁPOLES – RE, Ago/1858; 198) PALERMO – RE, Jul/1863; 199) PARMA – RE, Dez/1862; RE, Ago/1863; 200) ROMA – RE, Fev/1858; RE, Arb/1861; RE, Fev/1864, Jun/1864; 201) SCÓRDIA (Sicília) – RE, Jun/1866; 202) SICÍLIA – RE, Jul/1863; RE, Jan/1867; 203) TURIM – RE, Ago/1858; RE, Jan/1864, Mar/1864, Ago/1864; RE, Fev/1865; RE, Fev/1867, Mar/1867;
XII – POLÔNIA – RE, Jan/1864; RE, Fev/1869; 204) CRACÓVIA – RE, Fev/1861, Dez/1861; RE, Mai/1865 (2x); 205) VARSÓVIA – RE, Mar/1861, Mai/1861; 206) PODÓLIA – RE, Fev/1861;
XIII – 207) PORTUGAL – RE, Fev/1869;
XIV – 208) PRÚSSIA – RE, Ago/1858;
XV – RÚSSIA – RE, Out/1858; RE, Mar/1861; RE, Jan/1869; 209) MOSCOU – RE, Ago/1858; RE, Jun/1860, Jul/1860; RE, Nov/1861; 210) SÃO PETERSBURGO – RE, Mai/1858, Ago/1858; RE, Jan/1860 (2x), Fev/1860, Abr/1860; RE, Mai/1861, Nov/1861; RE, Ago/1863; RE, Mai/1864; RE, Fev/1865, Jun/1865, Jun/1865; RE, Set/1868, Out/1868; XVI 211) UCRÂNIA – RE, Fev/1861; 212) KHARKOW – RE, Nov/1865; 213) ODESSA – RE, Mar/1867;
XVII – 214) SUÉCIA – RE, Jan/1869;
XVIII – 215) SUIÇA – RE, Ago/1858; RE, Jun/1868; RE, Jan/1869; 216) BERNA – RE, Jan/1861; RE, Jan/1863; 217) CANTÃO DO BERNE – RE, Out/1864; 218) CIDADEZINHA ANTIGA BORGONHA (ATUAL SUÍÇA ROMANDA) – RE, Fev/1869; 219) GENEBRA (GÉNEVE) – RE, Jan/1858, Ago/1858; RE, Abr/1863; RE, Ago/1864; RE, Jun/1868; 220) GLARIS (CANTÃO) – RE Jan/1861; 221) LOCARNO – RE, Ago/1863; 222) ZIMMERWALD – RE, Jan/1863;

VIII – 186) GRÉCIA – RE, Jan/1869;
IX – HOLANDA – RE, Mar/1858, Ago/1858, Out/1858; 187) HAIA – RE, Mai/1858, RE, Abr/1862; 188) ZELÂNDIA (PROV. HOLANDA) – RE, 1867, pág. 363; 189) ZIÈRICSÉE (PROV. HOLANDA) – RE, 1867, pág. 363;
X – INGLATERRA – RE, Ago/1858; RE, Ago/1859; RE, Mar/1861; RE, Jan/1869; 190) LIVERPOOL (INGLAT)- RE, Jun/1860; 191) LONDRES (INGLAT) – RE, Jan/1860 (2x), Jul/1860 (2x); RE, Nov/1865; RE, Fev/1867; RE, Mar/1869;
XI – ITÁLIA – RE, Mar/1861; RE, Jun/1862; RE, Mar/1864, Jul/1864; RE, Mar/1866; RE, Jan/1869; 192) BOLONHA – RE, Fev/1865; RE, Mar/1868; 193) CATÂNIA – RE, Jan/1867; 194) FLORENÇA – RE, Mar/1858, Ago/1858; RE, Jan/1860, Fev/1860; RE, Abr/1869; 195) GÊNOVA – RE, Ago/1858; RE, Jul/1860; 196) MILÃO – RE, Ago/1858; RE, Set/1860; 197) NÁPOLES – RE, Ago/1858; 198) PALERMO – RE, Jul/1863; 199) PARMA – RE, Dez/1862; RE, Ago/1863; 200) ROMA – RE, Fev/1858; RE, Abr/1861; RE, Fev/1864, Jun/1864; 201) SCÓRDIA (Sicília) – RE, Jun/1866; 202) SICÍLIA – RE, Jul/1863; RE, Jan/1867; 203) TURIM – RE, Ago/1858; RE, Jan/1864, Mar/1864, Ago/1864; RE, Fev/1865; RE, Fev/1867, Mar/1867;

XII – POLÔNIA – RE, Jan/1864; RE, Fev/1869; 204) CRACÓVIA – RE, Fev/1861, Dez/1861; RE, Mai/1865 (2x); 205) VARSÓVIA – RE, Mar/1861, Mai/1861; 206) PODÓLIA – RE, Fev/1861;

XIII – 207) PORTUGAL – RE, Fev/1869;
XIV – 208) PRÚSSIA – RE, Ago/1858;

XV – RÚSSIA – RE, Out/1858; RE, Mar/1861; RE, Jan/1869; 209) MOSCOU – RE, Ago/1858; RE, Jun/1860, Jul/1860; RE, Nov/1861; 210) SÃO PETERSBURGO – RE, Mai/1858, Ago/1858; RE, Jan/1860 (2x), Fev/1860, Abr/1860; RE, Mai/1861, Nov/1861; RE, Ago/1863; RE, Mai/1864; RE, Fev/1865, Jun/1865, Jun/1865; RE, Set/1868, Out/1868; XVI 211) UCRÂNIA – RE, Fev/1861; 212) KHARKOW – RE, Nov/1865; 213) ODESSA – RE, Mar/1867;

XVII – 214) SUÉCIA – RE, Jan/1869;
XVIII – 215) SUIÇA – RE, Ago/1858; RE, Jun/1868; RE, Jan/1869; 216) BERNA – RE, Jan/1861; RE, Jan/1863; 217) CANTÃO DO BERNE – RE, Out/1864; 218) CIDADEZINHA ANTIGA BORGONHA (ATUAL SUÍÇA ROMANDA) – RE, Fev/1869; 219) GENEBRA (GÉNEVE) – RE, Jan/1858, Ago/1858; RE, Abr/1863; RE, Ago/1864; RE, Jun/1868; 220) GLARIS (CANTÃO) – RE Jan/1861; 221) LOCARNO – RE, Ago/1863; 222) ZIMMERWALD – RE, Jan/1863;

AMÉRICA (8 países e 23 localidades)

XIX – 223) BRASIL – RE, Mar/1861; RE, Jan/1867; 224) RIO DE JANEIRO – RE, Jul/1864; 225) SALVADOR/BA – RE, Nov/1865; RE, Jul/1869;

XX – 226) CANADÁ – RE, Ago/1858; 227) MONTREAL – RE, Mar/1862; RE, Mai/1864;

XXI – 228) COLÔMBIA – SANTA-FÉ DE BOGOTÁ (NOVA GRANADA) – RE, Out/1868;
XXII – 229) CUBA – HAVANA – RE, Ago/1860;
XXIII – 230)_ESTADOS UNIDOS – RE, Jan/1858, Ago/1858; RE, Mar/1861; RE, Jan/1869; 231) ÁTICA (Indiana) – RE, Nov/1858; 232) BATÁVIA – RE, Ago/1858; 233) BOSTON – RE, Mar/1863; 234) CARDINGTON (Ohio) – RE, Nov/1858; 235) CLÉVELAND – RE, Abr/1869; 236) ESTADO DO MAINE – RE, Mar/1869; 237) NEW-ÓRLEANS – RE, Jan/1858; RE, Fev/1861, Mar/1861; RE, Set/1868; RE, Abr/1869; 238) NEW-YORK – RE, Fev/1861, Ago/1861, Dez/1861; RE, Abr/1869; 239) PROVIDENCE RHODE-ISLAND (NEW YORK) – RE, Jan/1867; 240) RAVENSWOOD – RE, Mar/1867; 241) SÃO FRANCISCO – RE, Mai/1864;
XXIV – GUIANA FRANCESA – 242) CAYENNE – RE, Ago/1858;
XXV – 243) MÉXICO – RE, Ago/1858; RE, Mar/1861, Jul/1861, Nov/1861; RE, Jan/1862, jun/1862;
XXVI – 244) PERU; RE, Ago/1867; Set/1867; 245) LIMA – RE, Mai/1859;

ÁFRICA – 5 países e 14 localidades

XXVII – 246) PEQUENA CIDADE AFRICANA – RE, Ago/1862;
XXVIII – ARGÉLIA – RE, Nov/1861; RE, Fev/1862, Jun/1862; RE, Nov/1863; RE, Dez/1864; RE, Mar/1866; RE, Jan/1867, Fev/1867 (3x); 247) ARGEL (ARGÉLIA) – RE, Set/1864; 248) CONSTANTINA (ARGÉLIA) – RE, Jun/1862, Ago/1862; RE, Jul/1864 (2x); RE, Fev/1868; 249) EL-AFROUN (ARGÉLIA) – RE, Dez/1866; 250) GUELMA (ARGÉLIA) – RE, Fev/1863; RE, Ago/1868; 251) LA CALLE (ARGÉLIA) – RE, Nov/1862; 252) LAGHOUAT (ARGÉLIA) – RE, Nov/1868; 253) MILIANAH (ARGÉLIA) – RE, Mar/1866; 254) ORAN (ARGÉLIA) – RE, Nov/1861; 255) SÈTIF (ARGÉLIA) – RE, Abr/1860, Jun/1860, Set/1860, Nov/1860; RE, Nov/1861; RE, Jan/1863, Jul/1863, Set/1863, Nov/1863, Dez/1863; RE, Jun/1867; RE, Fev/1868, Mai/1868; 256) GUELMA (ARGÉLIA), RE, Fev/1863;
XXIX – 257) EGITO – RE, Dez/1864; RE, Jan/1868 (nota)
XXX – GUINÉ BISSAU – 258) SÃO DOMINGOS – RE, Jun/1864;
XXXI – ILHAS MAURÍCIA – 259) PORT LOUIS – RE, Set/1866;

ÁSIA – 5 países e 9 localidades

XXXII – 260) (EXTREMO DA ÁSIA) – RE, Set/1867;
XXXIII – 261) CHINA – RE, Fev/1869; 262) SHANGAI – RE, Set/1858;
XXXIV – COCHINCHINA (INDOCHINA) – 263) SAIGON – RE, Out/1868;
XXXV – 264) SÍRIA – RE, Nov/1868;
XXXVI – 265) TURQUIA – RE, Fev/1869; 266) CONSTANTINOPLA – RE, Jul1861; RE,Jul/1863; RE, Jul/1864; RE, Nov/1865; 267) SMYRNA – RE, Jan/1864, Jul/1864;
XXXVII – ISRAEL – 268) VILNA – CI, Cap. VIII, Szymel Slizgol.

* Os indicativos (2x), (3x), (4x) etc, representam o número de citações da cidade (duas vezes, três vezes, quatro vezes etc).

* Alguns países foram numerados também como localidade quando não havia nenhum nome de local indicado ou, em havendo, remanesce a possibilidade de ser outro lugar.

Bibliografia: – Os volumes da Revista Espírita consultados foram: A Revista Espírita, Ed. EDICEL/São Paulo, 1971, vols. 1857 a 1869. Indicamos no texto as páginas da Revista Espírita.

“O Céu e O Inferno”, 40a Ed., FEB/RJ, 1995 (único livro da Codificação, de todos os outros consultados, em que houve cidade não citada na Revista Espírita).

Estudos imperdíveis janeiro 16, 2012

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Gostaria de sugerir aos leitores do nosso blog que assistissem aos vídeos abaixo, que contêm estudos absolutamente bem conduzidos e em total acordo com a proposta genuinamente espírita, disassociada de interesses outros que não seja tão-somente a busca pela Verdade, sem idolatria a médiuns, espíritos, instituições, etc. Infelizmente, muitos fecham os olhos aos clarões da Doutrina e à investigação científica imparcial e lúcida.

Já fizemos estudos em que tratamos dos primórdios do Movimento Espírita no Brasil que podem ser baixados através dos links abaixo, e certamente têm tudo a ver com a linha de estudo dos vídeos que aqui estamos sugerindo.

Análise das Mensagens do “Anjo” Ismael (áudio)

Análise do livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho” (áudio)

Confiram as palestras em vídeo abaixo relacionadas:

Kardec x Emmanuel (por Sérgio Aleixo)

Andreluizismo (por Sérgio Aleixo)

Introdução da palestra “Paixão de Cristo – Historiografia e Psicografia” (Análise do livro “Há 2000 anos”, de Emmanuel/Chico Xavier)

Palestra “Paixão de Cristo – Historiografia e Psicografia (Análise do livro “Há 2000 anos”, de Emmanuel/Chico Xavier pelo historiador espírita Lair Amaro)

Índice dos Tópicos novembro 4, 2011

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Para facilitar a visualização e o acesso aos tópicos deste Blog, segue abaixo o índice contendo os links dos mesmos. Lembramos que o conteúdo deste blog não é uma reprodução do livro “Ramatis, Sábio ou Pseudo-Sábio?” (foto ao lado), e sim um trabalho de complementação e ampliação, com artigos inéditos.

1Objetivo deste Espaço

2Breve Resumo de Algumas Diferenças

3Kardec e o Perigo dos Espíritos Pseudo-Sábios

4Os Livros de Ramatis são Confiáveis?

5Herculano Pires e Ramatis

6Ary Lex e Ramatis

7O Artigo de Sérgio Aleixo sobre o Ramatisismo

8Catastrofismo Aparvalhante: as Previsões Apocalípticas que não se Cumpriram

9A Escala Espírita e a Definição de Espírito Pseudo-Sábio

10Ramatis, segundo a Crítica Literária do Sr. José Passini

11Erasto, os Falsos Profetas e o Critério Espírita

12Ramatis e o Planeta Marte

13Ramatis e o Presidente do Brasil

14Vianna de Carvalho (espírito) e a Proposta Eclético-Orientalista

15Ramatis, Pietro Ubaldi, Roustaing e Edgard Armond, por Cirso Santiago

16As Propostas de Atualização Doutrinária com Tendências Sincréticas

17Elucidações Importantes

18Ortodoxia e Heterodoxia

19À Feição de Seita Apocalíptica

20Férias em Phobos e Deimos?

21Ramatis e os Intraterrenos

22Pareceres à obra “Ramatis, Sábio ou Pseudo-Sábio?

23Onde Está o Planeta Chupão de Ramatis?

24Ramatis é Espírita?

25Espiritismo, Astrologia e Ramatis

26O Espiritismo e a Questão Vegetariana

27Movimento Espírita: “Alvo das Investidas das Sombras Organizadas”

28Utilidade Pública: Incensos e Defumadores fazem mal à Saúde

29Espiritismo sim, Kardecismo não

30Planeta “X”, Chupão ou Nibiru: Respondendo a um leitor ramatisista

31Ramatis dita Ficção e não realidade, assim como Hollywood

32O Que Está por Trás da Apometria

33Emmanuel referenda Ramatis?

34A Necessidade de se conhecer o grau de elevação dos Espíritos

35Divaldo apóia Ramatis…Mas, e daí?

36Rizzini descreve Ramatis, sem meias palavras

37Ramatis e a Lei de Reprodução

38Ramatis e o Espiritualismo Eclético

39Uma Tese por demais “Cabeluda”

40Terremotos Recentes e Histerias Apocalípticas

41O Que Não é Espiritismo

42Os Cavalos de Tróia do Espiritismo

43Nos Descaminhos da Fascinação

44Ramatis é autor não espírita, por Jávier Godinho

45Um Apelo de Kardec

46Movimento Espírita e Capacidade Crítica

47Os Efeitos do Ecletismo e da Heterodoxia no Movimento Espírita Francês

48Luz e Treva – Castro Alves

49Universalismo Crístico ou Misticismo antiespirítico?

50Fraternidade sim, Sincretismo não

51Artigo Investigativo: Ramatis pode nem existir

52Insistindo nos mesmos Erros

53Saint Germain, Novo “Governador do Planeta” ou apenas um Bon Vivant?

Adquira a obra "Ramatis, Sábio ou Pseudo-Sábio?" com desconto setembro 14, 2011

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Decidimos contribuir com a Editora EME na comercialização do livro “Ramatis, Sábio ou Pseudo-Sábio?” (foto acima) e estaremos enviando o mesmo para nossos leitores, em qualquer parte do Brasil, pelo valor promocional de R$12,00 (incluindo o frete). Os interessados deverão depositar o valor na conta poupança número 31617-1/500 do Banco Itaú, agência 4385 (em nome de Artur Felipe de A. Ferreira) ou através da Caixa Econômica Federal, agência 0186, código 013, conta nº 00343209-7 (em nome de Victor Gibaja de Azevedo Ferreira) e enviar um e-mail avisando quanto ao depósito, assim como os dados para postagem (nome e endereço). O nosso e-mail é: arturfelipeazevedo@msn.com.

Esta promoção é por tempo limitado e até quando durar nosso estoque.

Aqui transcrevemos alguns pareceres à referida obra, a cujos autores agradecemos pela bondade e boa-vontade com que gentilmente expressaram suas abalizadas opiniões:

Celso Martins – Jornalista, professor de Biologia e Física, palestrante e escritor espírita com mais de 30 obras publicadas. Foi prefaciador de “Ramatis, Sábio ou Pseudo-Sábio?”

“Vale a pena ser publicado. Tranquilamente -e bem documentado- você coloca tudo nos devidos lugares. Deve ser lançado para que o povo medite e tire as suas conclusões.(…)Eu acho o povo deva ser alertado,embora você, Artur, vá se indispor com os fanáticos. Mas meu pedido: publique já!” (Em carta datada de 08/05/1996)

“Um ensaio maduro. Uma análise desapaixonada e muito bem feita, pedindo-se a quem leia as obras do Espírito Ramatis apenas isto: reflexãoserena, ponderação tranquila e fé racional, seguindo os exemplos e as recomendações de Kardec”.(Comentário presente na contracapa da obra)

Sérgio Fernandes Aleixo – Professor de Português e Literatura,expositor e escritor, atualmente vice-presidente da Associação de Divulgadores do Espiritismo do Rio de Janeiro (ADE-RJ)

“Uma aplicação verdadeiramente prática, exemplificada, da metodologia kardeciana para lidar com o Além-túmulo, aferir o alcance das afirmações dos espíritos e o lugar destes na hierarquia espiritual. Na controvérsia respeitosa encetada pelo corajoso e competente autor, brilham as luzes da razão e do bom-senso, aquelas que também iluminaram a trilha vitoriosa de Kardec em seus inauditos diálogos com o Invisível”.

Dulcídio Dibo – Professor universitário, expositor e autor de diversas obras doutrinárias

“Parabéns pelo seu precioso livro. É um livro profundo em que analisa diversas obras que tratam sobre o problemático Ramatis. É em essência uma verdadeira tese sobre Ramatis. Podemos considerá-lo como literatura espírita chamada de ‘religiosidade de reflexão’, onde, em estudos profundos, procura esclarecer a indagação: ‘Ramatis, sábio ou pseudo-sábio?’.(…) Parabéns. Continue estudando a Doutrina Espírita em seu tríplice aspecto. Fuja do Misticismo Popular e do Cientificismo Vulgar que, infelizmente, atinge os que não conhecem a essência doutrinária.”(Em carta datada de 31/05/1996)

Hilda Fontoura Nami – Professora de Literatura, revisora e escritora

“Livro excelente, de tese muito bem elaborada. O autor deve ser incentivado a escrever mais. Sua linha de estudo é bem conduzida e seu desempenho é dos melhores, raro de ser encontrado.”(Comentário constante da contracapa do livro)

Erasto de Carvalho Prestes – Professor e escritor

“Levado por sua vocação de grande pesquisador, e calcado nos ensinamentos colhidos nas obras da Codificação, Artur pôde produzir um trabalho realmente excelente de desmistificação,de desmascaramento, de separação do joio do trigo, colocando as coisas nos seus devidos lugares.(…)Nossa opinião, franca e sincera,é que alcançou plenamente esse objetivo.(…)”(Em carta datada de 26/03/1996)

Antônio Plinio da Silva Alvim – Fundador e dirigente (já desencarnado) da Sociedade Espírita Ramatis, na Tijuca, Rio deJaneiro

“É uma obra maravilhosa, acho-a oportuna para um livro.”(Em carta enviada em 27/01/1993, após ler um esboço do livro)

Iso Jorge Teixeira – Médico psiquiatra, professor, escritor e articulista espírita

“Se (…) quiser conhecer a relação(ou falta de relação) entre Espiritismo e Ramatisismo, que leia o livro do nosso confrade Artur Felipe de A.Ferreira, intitulado ‘Ramatis,Sábio ou Pseudo-Sábio?’ – Editora EME (…)” (Em artigo publicado no site Terra)

Vitor Hugo S. da Silva – Professor, expositor e diretor da Cruzada Espírita Paulo de Tarso, no Rio de Janeiro – RJ

“Um ponto fundamental da obra começa pelo título, em que interroga sem afirmar ou determinar coisa alguma, deixando o leitor livre para responder, concluir e ficar com a verdade que lhe convier. Contudo, à luz do Espiritismo, parâmetro fundamental para qualquer estudo de análise isenta e imparcial, deixa o leitor à vontade. As dissertações quanto às mensagens do espírito em foco(Ramatis) seguem uma sequência em que podemos verificar as incoerências e discrepâncias quanto à Doutrina Espírita. Concluindo, podemos destacar, ao estudioso sério, que determinados pontos defendidos por médiuns ou espíritos desencarnados devem ser criteriosamente colocados à luz da razão e do bom-senso, sempre.”

Lilian Silva, estudante de Ilhabela-SP, em missiva datada de 27 de novembro de 1998

“Quero dizer-lhe que há muito não via um trabalho contemporâneo tão bem fundamentado e elaborado, ainda mais vindo de um autor jovem como você. Nesses tempos em que a falta do hábito de leitura e estudo de nosso povo, aliado à tendência de mesclar várias culturas, contribuindo para confundir e deturpar a Doutrina Espírita, é um consolo ler um livro como o seu.”

Fraternidade sim, Sincretismo não agosto 13, 2011

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Vez por outra surge alguém ou algum grupo atacando a coerência espírita e defendendo certas ideias de fundo ecumenista dentro e fora do movimento espírita. Alegam eles que o Espiritismo – e consequentemente os espíritas – devam estar “abertos” a outras concepções e ensinos, sem o qual correm o risco de tornarem-se intolerantes e antifraternos, e, portanto, em dissonância com o que prega a Doutrina.

Nada mais falacioso.

Não devemos confundir fraternidade e tolerância com ecumenismo, ao qual os ramatisistas, aliás, deram erroneamente outro nome, o de “universalismo”. O que chamam eles de “universalismo” não passa de sincretismo, fenômeno bastante presente e comum na cultura brasileira. A definição de sincretismo é de “uma fusão de doutrinas de diversas origens, seja na esfera das crenças religiosas, seja nas filosóficas”, exatamente aquilo estimulado por Ramatis e seus simpatizantes.

No caso da Doutrina Espírita, obviamente reconhecemos alguns pontos em comum com outras correntes filosóficas e até mesmo com algumas crenças religiosas, porém analisando com mais profundidade tais similitudes, veremos que a visão espírita possui nuances próprias que as ligam a outros princípios não abraçados por essas outras filosofias e religiões. Evocar semelhanças sem considerar a Doutrina Espírita como um todo, mas em partes, certamente conduz a essas frustradas tentativas de comparação e adaptação.

Verifica-se daí que a confusão geralmente ocorre entre aqueles que ainda não compreenderam a Doutrina Espírita em profundidade, assim como não abarcaram em detalhes todos os seus princípios, confundindo-os com suas próprias concepções pessoais advindas de suas vivências em movimentos religiosos, geralmente no Catolicismo e na Umbanda.

A falta de leitura e estudo sistemático dos livros da Codificação Espírita, somado ao fato de que boa parte da população brasileira é constituída de analfabetos funcionais com grande dificuldade de interpretação de textos simples, só agravam a situação e dão armas àqueles que insistem que deva o Espiritismo assimilar ideias, práticas e conceitos estranhos ao seu corpo doutrinário.

Conscientes dessa realidade, espíritos pseudossábios e muitas das vezes mal intencionados, interessados na disseminação da confusão e do divisionismo, insistem nessa absurda proposta de desfiguração do Espiritismo, através de ditados repletos de sentimentalismo piegas e sem conteúdo, induzindo o leitor à ideia de que o espírita deva aceitar enxertias, à prática espírita, de ritualismos e cultos exteriores sem nenhuma fundamentação doutrinária e lógica, sob a alegação de que devamos estar “abertos” e dispostos a contribuir com o progresso e com uma suposta evolução do ideário espiritista. Mas, que evolução é essa que acaba por incentivar o retorno e/ou permanência das mentalidades em torno do pensamento mágico? “Pensamento mágico” significa interpretar dois eventos que ocorrem próximos como se um tivesse causado o outro, sem qualquer preocupação com o nexo causal. Por exemplo, se a pessoa acredita que cruzar os dedos trouxe boa sorte, ela associou o ato do cruzamento de dedos com o evento favorável subsequente e imputou um nexo causal entre os dois. Psicólogos já observaram que grande parte das pessoas é propensa ao pensamento mágico e, assim, o pensamento crítico fica frequentemente em desvantagem. O que se vê, mais comumente nas religiões cristãs dogmáticas tradicionais, são lideranças religiosas explorando essa tendência a fim de auferir vantagens, na medida em que estimulam os seus fiéis a procurarem resolver seus problemas por meio de promessas, ofertas em dinheiro, sacrifícios, etc. Já no espiritualismo esotérico e nas práticas feiticistas dos cultos afro-brasileiros, a solução da maioria dos problemas hodiernos estaria nas oferendas, no uso de talismãs, amuletos, realização de rituais, consagrações, etc. Embora, pois, se diferenciem quanto à forma, todas essas práticas são oriundas do pensamento mágico, ou, como diriam alguns, do misticismo.

Já asseverava Ary Lex que “no movimento espírita costuma haver uma certa condescendência para com as pequenas deturpações, condescendência essa rotulada como ‘tolerância cristã’. Estão errados. Tolerância deve haver para as falhas das pessoas, que devem ser esclarecidas e apoiadas, ajudando-as a saírem do ciclo erro-sofrimento. Tolerância com as pessoas, sim, com as deturpações, jamais”. E conclui: “É urgente e fundamental que todos aqueles que tiveram a ventura de entender o Espiritismo lutem, dia a dia, pela manutenção da pureza doutrinária.

O alerta de Ary Lex nada mais representa do que uma tentativa de convidar os espiritistas a manterem o pensamento mágico distante das práticas espíritas dentro e fora dos Centros.

A questão 554 de “O Livro dos Espíritos” corrobora essa posição. Confiramos:

P.: “Que efeito podem produzir fórmulas e práticas mediante as quais pessoas há que pretendam dispor do concurso dos Espíritos?”

R.: “(…) Todas as fórmulas são mera charlatanaria. Não há palavra sacramental nenhuma, nenhum sinal cabalístico, nem talismã, que tenha qualquer ação sobre os Espíritos, porquanto estes são só atraídos pelo pensamento e não pelas coisas materiais”. E continua mais adiante: “Ora, muito raramente aquele que seja bastante simplório para acreditar na virtude de um talismã deixará de colimar um fim mais material do que moral. Qualquer, porém, que seja o caso, essa crença denuncia uma inferioridade e uma fraqueza de ideias que favorecem a ação dos espíritos imperfeitos e escarninhos”.

Em “O Livro dos Médiuns”, é perguntado aos Espíritos Superiores:

“Certos objetos, como medalhas e talismãs, têm a propriedade de atrair ou repelir os Espíritos conforme pretendem alguns?

R.: “Esta pergunta era escusada, porquanto bem sabes que a matéria nenhuma ação exerce sobre os Espíritos. Fica bem certo de que nunca um bom espírito aconselhará semelhantes absurdidades. A virtude dos talismãs, de qualquer natureza que sejam, jamais existiu, senão, na imaginação das pessoas crédulas”.

O Codificador Allan Kardec comentou, concluindo e reiterando a total desvinculação do Espiritismo com o pensamento mágico propalado pelas religiões e crenças fetichistas:

“Os Espíritos são atraídos ou repelidos pelo pensamento e não por objetos materiais (…). Em todos os tempos os Espíritos superiores condenaram o emprego de signos e de formas cabalísticas; e todo Espírito que lhes atribui uma virtude qualquer ou que pretende dar talismãs que denotam magia, por aí revela a própria inferioridade, quer quando age de boa-fé e por ignorância, (…) quer quando conscientemente (…). Os sinais cabalísticos, quando não são mera fantasia, são símbolos que lembram crenças supersticiosas na virtude de certas coisas, como os números, os planetas e sua correspondência com os metais, crenças nascidas no tempo da ignorância e que repousam sobre erros manifestos, aos quais a ciência fez justiça, mostrando o que há sobre os pretensos sete planetas, os sete metais, etc. A forma mística e ininteligível de tais emblemas tem o objetivo de os impor ao vulgo (…), aquilo que não compreende.”

A seu turno, verificamos nas obras de Ramatis uma proposta inversamente contrária, constantemente presente em seus ditados, como podemos notar abaixo e em inúmeras passagens dos livros psicografados pelo médium Hercílio Maes:

“Rituais, mantras, sincronizações entre adeptos ou despertamento da vontade; o comando nas quais podereis alcançar o Cristo Planetário!”

“Os amuletos e talismãs, quando realmente dinamizados por magos experientes, obedecem aos mesmos princípios dos minerais radioativos, mas a sua ação é mais vigorosa e específica no campo etéreo-astral invisível aos sentidos humanos.”

“Há fundamento lógico e científico no preparo de amuletos e talismãs, quando isso é feito por meio de magos autênticos (…)”

“Há certos tipos de ervas cuja reação etérica é tão agressiva e incômoda,que torna o ambiente indesejável para certos espíritos, assim como os encarnados afastam-se dos lugares saturados de enxofre ou gás metano dos charcos.”

“Só as pessoas rudes ou confusas podem considerar a defumação benfeitora uma superstição ou dogma.”

“Os espíritos subversivos ou obsessores fogem espavoridos do ambiente onde atuam, quando a queima de pólvora é feita por médiuns ou magos experientes, pois alguns deles são bastante escarmentados em tais acontecimentos.”

Em outras passagens, Ramatis procura rebaixar o Espiritismo frente às crenças orientalistas:

“Da mesma forma, reconhecemos que há, entre o neófito espírita, exclusivamente submerso na sua doutrina, e o espiritualista afeito ao conhecimento iniciático, um extenso abismo de compreensão.”

Abaixo, vemos claramente a intenção de incentivar o sincretismo:

“Sem dúvida, apesar de o Espiritismo ser doutrina corporificada para libertar os homens das superstições e dos tabus infantis, ele pode estacionar no tempo e no espaço, tal qual acontece com a Igreja Católica. É acontecimento fatal, caso seus adeptos ignorem deliberadamente o progresso e a experiência de outras seitas e doutrinas vinculadas à fonte original e inesgotável do Espiritualismo Oriental.”

Herculano Pires, à época, reagiu corajosamente a esse tipo de proposta:

“Só um setor do conhecimento, nesta hora de transição, não necessita renovações, e esse setor é precisamente o Espiritismo. O que ele exige de nós não é renovação doutrinária, mas apenas expurgo de infiltrações espúrias nos Centros, produzidas pela leviandade de praticantes que se desvairam da orientação doutrinária, adotando atitudes, fórmulas e práticas antiquadas. (…) O terror místico proveniente de um longo passado religioso de mistérios e ameaças não tem mais razão de ser. Não obstante, encontramos no meio espírita um pesado lastro desse terror em forma de traumatismos inconscientes que geram comportamentos antiespíritas”.

Já dizia Bossuet: “O maior desregramento do espírito é crer nas coisas porque se quer que elas existam”.

Por nossa vez, diríamos que a superstição e as crendices são exemplos desse desregramento, doenças da alma, autênticas amarras que prendem o espírito às trevas da ignorância, conduzindo-o aos descaminhos advindos da fuga da realidade. Se há uma maneira dos falsos profetas da erraticidade e espíritos pseudossábios atacarem o Espiritismo é justamente desfigurando-o através do estímulo ao culto exterior, do pensamento simplista, da crendice, todos representantes do caminho mais fácil, porém inócuo, que tanto atrai aqueles indivíduos desinteressados em promover em si aquilo que realmente interessa, que é a transformação moral, que advém justamente do esforço e do avanço da inteligência, conforme puderam claramente ensinar os Espíritos Superiores nas questões 192, 365, 780 e 780a de “O Livro dos Espíritos”.

Dicas de boa literatura espírita junho 29, 2011

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Temos todos notado a enxurrada de livros antidoutrinários que vêm lotando as prateleiras de Centros e livrarias Brasil afora. Claro que cada um pode ler o que bem quiser, porém cabe sempre aos mais atentos informar que nem sempre as obras que são lançadas como sendo espíritas o são verdadeiramente, porque afrontam, sutilmente ou não, os mais elementares princípios da Doutrina Espírita. Infelizmente, há uma tendência – por pura ingenuidade e/ou desconhecimento – de se acreditar que toda obra mediúnica é confiável, ou seja, que deriva de uma fonte pura e que, consequentemente, está em conformidade com o que ensina o Espiritismo. Aqui mesmo neste espaço vimos que, no caso específico de Ramatis, não é isso que acontece.

Para ajudar nossos leitores a adquirem uma maior cultura espírita, relacionamos livros subsidiários de excelente qualidade que desenvolvem o pensamento espírita de maneira cristalina e fidedigna. Basta clicar no nome de cada um deles para baixá-los. Nem todas as obras que temos para sugerir encontram-se disponíveis para download. Recomendamos que, antes de tudo, estudemos e leiamos as obras da Codificação Espírita, não só uma vez, mas constante e incessantemente.

Boa leitura!

O Que é o Espiritismo” (Allan Kardec)
Viagem Espírita em 1862” (Allan Kardec)
Africanismo e Espiritismo” (Deolindo Amorim)
Agonia das Religiões” (J.Herculano Pires)
O Centro Espírita” (J.Herculano Pires)
Ciência Espírita” (J. Herculano Pires)
O Homem Novo” (J.Herculano Pires)
Evolução Espiritual do Homem” (J. Herculano Pires)
Introdução à Filosofia Espírita” (J.Herculano Pires)
A Pedra e o Joio” (J. Herculano Pires)
Revisão do Cristianismo” (J. Herculano Pires)
O Verbo e a Carne” (J. Herculano Pires)
Visão Espírita da Bíblia” (J.Herculano Pires)
Espiritismo e Materialismo” (Cairbar Schutel)
Espiritismo e Protestantismo” (Cairbar Schutel)
O Problema do Ser, do Destino e da Dor” (León Denis)
Síntese Doutrinária e Prática do Espiritismo” (León Denis)
A Reencarnação” (Gabriel Delanne)
Movimento e Doutrina” (Ivan René Franzolim)
Padre Quevedo e o Espiritismo – O Fim da Farsa” (Nazareno Tourinho)

Textos publicados na Revista "O Consolador" maio 28, 2011

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Tivemos a honra e a satisfação de termos artigos deste blog publicados na Revista Eletrônica “O Consolador“, que merece de todos os espíritas sinceros apoio pelo extraordinário trabalho realizado de divulgação da Doutrina Espírita.

Abaixo seguem os links dos textos publicados:

http://www.oconsolador.com.br/ano4/197/especial.html

http://www.oconsolador.com.br/ano5/211/artur_ferreira.html

http://www.oconsolador.com.br/ano5/214/artur_ferreira.html

http://www.oconsolador.com.br/ano5/217/artur_felipe.html

http://www.oconsolador.com.br/ano5/220/artur_ferreira.html

http://www.oconsolador.com.br/ano5/237/artur_felipe.html

Entrevista de José Raul Teixeira abril 16, 2011

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O conhecido e respeitado divulgador espírita José Raul Teixeira, meu conterrâneo, ao qual tive a oportunidade de estar certa feita e oferecer a obra “Ramatis, Sábio ou Pseudo-Sábio?”,- que, aliás, foi muito bem avaliada pelo mesmo,- deu oportuna entrevista em 29 de março de 2011 à Revista O Consolador, onde manifesta sua preocupação com a enxurrada de obras antidoutrinárias e de má qualidade que vêm lotando as prateleiras de alguns anos para cá. Confiram:

Pergunta:– O livro espírita é sempre bem-vindo como portador de ensinamentos, mas percebe-se uma quantidade considerável deles que, embora difundidos no meio espírita, destoam dos fundamentos contidos na obra kardequiana. Como devem se posicionar os espíritas, principalmente os que são dirigentes de casas espíritas, diante dessas obras?

Raul Teixeira: Diante da falta de hábito da boa leitura por parte de grandíssimo número das pessoas em nossas sociedades, entendemos que o Movimento Espírita não teria como escapar da participação delas em seus quadros. Danoso processo de preguiça intelectual empurra os indivíduos para o desinteresse em aprender e para a pouca leitura. Pouca leitura, por sua vez, acarreta pouco conhecimento, parco discernimento e baixo poder de análise.

Enquanto se mantiver o imenso contingente de espíritas que adora ler as orelhas dos livros apenas e os romancecos de final feliz, sem nenhum interesse para examinar tanto os fundamentos do Espiritismo quanto as suas obras literárias sérias, que os confirmam, teremos essa invasão aventureira de literatura de gosto duvidoso – algumas vezes mediúnica, doutras vezes pseudomediúnicas, mas sempre produtos da mistificação dos seus autores desencarnados e de seus instrumentos humanos.

Os dirigentes de instituições espíritas, quando conscientes e responsáveis perante a Doutrina Espírita, assim como os demais espíritas lúcidos e atentos, deverão examinar cuidadosamente todo o produto intelectual que lhes chegue – mediúnico ou não –, a fim de que não compactuem com o sombrio projeto do Além inferior, que vem encontrando instrumentos dóceis e fáceis para enodoar a mediunidade séria, lançando-a na vala comum das inconsequências, como para confundir neófitos e inexpertos que, ingenuamente, creem que tudo o que aparece para a venda nas livrarias ditas espíritas guarda compromisso superior com a sã divulgação e aclaramento do Espiritismo.

A melhor posição será sempre a da vigilância tranquila e permanente, sem qualquer neurose ou desesperação, na certeza de que o esforço continuado dos seguidores fiéis acabará por suplantar a sanha dinheirista dos espertalhões de plantão, quando, então, todos teremos a visão mais aclarada para os livros de real valor como obra genuinamente espírita.

Vídeos de estudo abril 11, 2011

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Não deixe de ver o mais novos vídeos em que tratamos da questão Ramatis. Mais virão por aí. Aguardem!

"Luz e Treva" – Castro Alves março 28, 2011

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I
Foi Jesus Cristo quem disse
Sob a inspiração de Deus:
“Vai, Allan Kardec, à Terra
E fala aos rebanhos meus.

Tira o povo da heresia!
A minha Doutrina amplia!
Cumpre a antiga profecia
Que fiz perante aos judeus!

Como na dura Judéia
Não temas tua missão:
O Espírito Verdade,
-Eis teu Anjo Guardião!

Aumenta as glórias no Céu!
Conquista mais um troféu!
Destrói na Terra esse véu,
Que esconde o Sol da Razão

E o Apóstolo dileto
Despediu-se de Jesus,
E como um condor fantástico
-Mais veloz que a própria luz-

Ao lado de outros heróis,
Como ele mesmo – faróis!
Passou por milhões de sóis,
– E em Lyon viu sua cruz!

Encarcerando na carne,
-Gigante dentro de um ovo!
Ei-lo que vai ressurgir
Na bela Gália de novo!

E mais tarde, com cautela,
O Além pesquisa, interpela,
E finalmente revela
A Doutrina para o povo!

É epopéico seu trabalho
Com o Espírito da Verdade;
Galileu desvendou mundos,
Mas Kardec – a Eternidade!…

Com a chave da Ciência
Provou a Sobrevivência!
Descobriu a existência
De outras Leis da Divindade!

E o sábio deixa este globo
E volve saudoso à Luz!
Depois dos Grandes Mentores
Quem vem saudá-lo? – Jesus!…

E viram todos então,
Na Terra o imenso clarão:
-Era a Codificação
Que a Deus o Homem conduz!

II
Mas a Treva, furiosa,
Disse consigo em surdina:
“Apaguemos essa luz,
Que há de ser nossa ruína!

Infiltremos o anarquismo
Nas obras do Espiritismo,
E há de rolar pelo abismo
Quem pratica essa Doutrina!

Fizemos do Cristianismo
Uma crendice que aterra!
Que resta de Jesus Cristo
Na Itália, França, Inglaterra?

Chega ao mundo nova aurora?
O Alto nos mete a espora?
Marchemos! Chegou a hora!
Estamos de novo em guerra!

E a Treva ataca na França…
Brada um líder fariseu:
“Roustaing! Arrasa Kardec
Com as bombas que o Umbral vos deu!…

Médiuns! Pegai a caneta!
Vede o Cristo… A silhueta!
Quer ditar para o planeta
Sua vida quando hebreu!”

Da Espanha que viu nascer
A nobre Amália Soler
-Amália, luz fulgurante!
Sol com forma de mulher!-

A Treva cruza a fronteira
E sopra ao clero: “Fogueira!
Da Obra do Além altaneira,
Não reste a cinza, sequer!”

E pela América, Europa,
A Treva deixa sinais…
Quantos médiuns arrastados
À sala dos tribunais!

Viram bem perto o chicote,
Leymarie, Slade, Ana Rothe,
Orando, – à luz de uma archote,
Na prisão – como animais!…

E a Pátria do Evangelho?
Não foge a tropa do Mal?
Ramatis – clarim das sombras!
Tombou já do pedestal?

E a Treva horrenda e devassa
Proclama em grande arruaça:
“Com discursos e trapaça
Venceremos, afinal!”

E a mente da Treva insana
Não dá trégua contra a Luz!
Recruta e põe nas tribunas
Muitas almas de capuz…

Mas descendo do Infinito
À Terra lanço meu grito:
-Está no Céu já escrito:
O TRIUNFO É DE JESUS.

Espírita, companheiro,
Não te alheie a batalha.
A verdade – é tua arma!
A prece – tua muralha.

Conserva pura a doutrina
Que reflete a Luz Divina!
E já – confiante – em surdina,
Com Jesus Cristo – trabalha!…

Castro Alves

Fonte: livro “Antologia do Mais Além”. Espírito: Castro Alves. Médium: Jorge Rizzini. Ed. LAKE.

"Movimento Espírita e Capacidade Crítica", por Sérgio Aleixo janeiro 20, 2011

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Prezados amigos leitores, leiam com atenção e reflitam acerca do conteúdo deste precioso artigo escrito pelo confrade Sérgio Aleixo, que consideramos muito pertinente ao estudos que nós aqui desenvolvemos e, principalmente, em total concordância com os critérios adotados por Allan Kardec, sob a supervisão do Espírito da Verdade.

“Em função de nossos posicionamentos críticos (do grego kritiké: análise, apreciação), somos frequentemente acusado de intolerância e prática excludente. Porém, nenhum de nossos pronunciamentos jamais é realizado sem o devido respeito à identidade conceitual do Espiritismo, sempre com superlativa importância dada à obra de Kardec, o qual fazemos questão de citar, em referendo a toda ideia que damos a lume.

Ante essas acusações, o que pensarmos? Que muitos espíritas não conhecem obra do mestre de Lyon e, assim, se equivocam em seus julgamentos; ou, então, que não fazem caso do que disseram ou deixaram de dizer o codificador e seus excelsos orientadores espirituais. Um erro dos mais lamentáveis é confundirmos o discurso viril de paz, amor e tolerância, próprio do corajoso exercício da verdadeira Boa Nova, com esse simplismo comprometedor, do qual Jesus, aliás, nunca foi partidário, que vive a dizer tão comodamente: “Vamos deixar de fofoquinhas, crianças! Vamos amar o próximo!”.

Não seremos nós os que se oporão à necessidade de amarmo-nos. Todavia, no que concerne a nossa atitude de repúdio ao roustainguismo, ao ramatisismo, ao laicismo e a outros focos de evidente mistificação, que grassam em nosso movimento espírita sob a complacência ingênua de uns e interesseira de outros, insistimos em que é a exemplo de Kardec que a tomamos, e em nome do próprio Espírito de Verdade, o qual disse também: “Instruí-vos!”.

Contudo, salientemos que nosso repúdio é às falsas doutrinas, não a seus profitentes, que consideramos nossos irmãos e a quem amamos, embora a recíproca nem sempre tenha sido verdadeira, o que prova a fonte malsã de tais proposituras. Citado nominalmente, já fomos tachado de irresponsável, antiético e mesmo agredido em nossa juventude, como se fosse desdouro não contar ainda, pelo menos, cinqüenta anos… Pobre de nós, que mal passamos dos trinta! São traços, não há dúvida, de um patriarcalismo completamente arcaico.

Seguro, entretanto, de nossa atitude, estamos, como dizíamos, ao lado do próprio codificador, que instruiu os verdadeiros adeptos do Espiritismo da seguinte forma:

‘Falar dessas opiniões divergentes que, em definitivo, se reduzem a algumas individualidades, e não fazem corpo em nenhuma parte, não é, talvez dirão algumas pessoas, dar-lhes muita importância, amedrontar os adeptos em lhes fazendo crer em cisões mais profundas do que elas o são? Não é também fornecer armas aos inimigos do espiritismo? É precisamente para prevenir esses inconvenientes que delas falamos. Uma explicação clara e categórica, que reduz a questão ao seu justo valor, é muito mais própria para tranqüilizar do que para amedrontar os adeptos; eles sabem a que se prenderem, e nisto encontram ocasião dos argumentos para a réplica. Quanto aos adversários, eles muitas vezes exploram o fato, e é porque lhe exageram a importância, que é útil mostrar o que ele é’. (Revista Espírita. Abril de 1866. O espiritismo independente. Tomo IX. 1. ed. p. 116. Araras: IDE, 1997.)

A nossa postura é, então, a do próprio codificador do espiritismo; e nunca tão necessária foi, pois assumida numa época em que existe o agravante de essas opiniões divergentes da codificação não mais se reduzirem a algumas individualidades. Efetivamente, elas fazem corpo e ameaçam-nos a integridade conceitual, aumentando a distância entre o Espiritismo — a obra de Kardec e o que a essa obra de fato se possa articular — e aquilo que o movimento espírita vem professando em geral.

Estamos acuados por um institucionalismo igrejificante, muito centralizador, que cerceia o pleno exercício da capacidade crítica, elemento fundamental à proposta de uma fé realmente raciocinada. Por isso, muitos espíritas não chegam a desposar com a coragem que se esperaria os fundamentos doutrinais kardecianos. Apenas para não desagradarem a “a”, “b” ou “c”. Mas esquecem de que, para contemplarmos a Divindade, teremos de ser capazes de reconhecer sua dupla face: o Amor, sem dúvida; mas também, inapelavelmente, a Verdade.

Mestre e doutora em Educação pela USP, com dissertação e tese espíritas proclamadas em alto e bom som em pleno meio acadêmico — coragem que poucos têm! —, citemos aqui a ilustre confreira Prof.ª Dora Incontri, para que nos convençamos de que criticar não é fundamentalmente um vício, e sim uma virtude:

‘A capacidade crítica é o preventivo contra a dominação mental de outras inteligências, encarnadas ou desencarnadas. É o discernimento justo para avaliarmos o bem e o mal e percebermos o que se esconde por trás das aparências. É a disposição de questionarmos pessoas e situações, sem medo de enxergarmos a verdade, pois por trás da descoberta e da justa avaliação de um problema, vem necessariamente o compromisso de nos engajarmos até o sacrifício para saná-lo. Assim, o espírito crítico, em relação a nós mesmos, a pessoas à nossa volta, a circunstâncias sociopolíticas, a respeito de formas de relacionamentos humanos ou de instituições e poderes constituídos é um desestabilizador do comodismo egoísta‘. (A educação segundo o espiritismo. Cap. XVII. A educação intelectual. Potencialidades a serem desenvolvidas. O espírito crítico e a autonomia de pensamento. 4. ed. p. 171-172. São Paulo: Comenius, 2000.)” (Artigo do site http://www.sergioaleixo.hpg.ig.com.br)

Portanto, como pudemos apreender das justas explicações do amigo articulista, epistemologicamente falando, criticar é uma faculdade do ser humano em conjecturar, analisar, apreciar e exercer julgamento de uma determinada matéria ou assunto, emitindo posteriormente uma opinião pessoal sobre as impressões apuradas.
Em termos filosóficos, crítica é uma atitude que consiste em separar o que é verdadeiro do que é falso; o que é legítimo do que é ilegítimo; o que é certo do que é verossímil.

A crítica é comum a todas as pessoas, pois se trata de uma das mais fortes expressões da cognição humana. A partir do momento em que se vê, escuta ou sente-se algo, imediatamente o nosso senso de juízo delibera pareceres sobre o ocorrido a partir das reações psicológicas trazidas por essas sensações, o próximo estímulo é verbalizar e socializar essas idéias formadas.

E, finalmente, a partir de tais premissas, podemos verificar que a análise crítica se faz necessária em tudo, dentro e fora dos arraiais espíritas. Infelizmente, contudo, tem sido vista por boa parte do Movimento dito Espírita como um mal, confundindo-a com falta de caridade, intolerância, etc., conceitos esses que, em momento algum, encontram-se presente nas obras da Codificação Espírita, como aqui e alhures temos procurado demonstrar.

Um Apelo de Kardec janeiro 15, 2011

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A 15 de janeiro de 1862, Kardec publicou a brochura intitulada “O Espiritismo na sua mais simples Expressão“, e fez um apelo:

Contamos com o zelo de todos os verdadeiros espíritas para ajudar na sua propagação.”

Já em “O Livro dos Médiuns“, segundo livro da Codificação Espírita, verificamos a importância dada a questões que hoje têm sido ignoradas e relegadas por boa parte daqueles que se dizem espíritas nos dias de hoje, facilitando a ação nefasta de espíritos pseudossábios e/ou mistificadores, que não só poderão enganar a esses com suas falsas ideias como também a muitas outras pessoas, disseminando e rapidamente promovendo toda uma série de noções contrárias aos elevados propósitos do Espiritismo.

O resultado disso tem sido a desinteligência entre os espíritas e a consequente formação de redutos seitistas, com interpretações próprias e muitas das vezes demasiado exóticas e heterodoxas sobre a mais variada gama de questões que a Codificação, por sua vez, ensina com cristalina clareza, dispensando os adereços advindos das paixões e arroubos de imaginação de caráter puramente terreno e especulativo.

Leiamos alguns comentários a esse respeito proferidos por Allan Kardec constantes da Revista Espírita de janeiro de 1861:

“A primeira edição do Livro dos Médiuns, publicada no começo deste ano, esgotou-se em alguns meses, o que não é um dos traços menos característicos do progresso das ideias espíritas. Nós mesmo constatamos, em nossas excursões, a influência salutar que essa obra exerceu sobre a direção dos estudos espíritas práticos. Assim, as decepções e mistificações são muito menos numerosas do que outrora, porque ela ensinou os meios de descobrir as astúcias dos Espíritos enganadores. Esta segunda edição é muito mais completa que a precedente. Ela encerra numerosas instruções novas muito importantes e vários capítulos novos. Toda a parte que concerne mais especialmente aos médiuns, à identidade dos Espíritos, à obsessão, às questões que podem ser dirigidas aos Espíritos, às contradições, aos meios de discernir os bons e os maus Espíritos, à formação de reuniões espíritas, às fraudes em matéria de Espiritismo recebeu desenvolvimentos muito notáveis, frutos da experiência. No capítulo das dissertações espíritas adicionamos várias comunicações apócrifas acompanhadas de observações adequadas a dar os meios de descobrir a fraude dos Espíritos enganadores que se apresentam com falsos nomes.

Devemos acrescentar que os Espíritos reviram a obra inteiramente e trouxeram numerosas observações do mais alto interesse, de sorte que se pode dizer que é obra deles, tanto quanto nossa.

Recomendamos com instância esta nova edição, como o guia mais completo, quer para os médiuns, quer para os simples observadores. Podemos afirmar que seguindo-a pontualmente evitar-se-ão os escolhos tão numerosos contra os quais se vão chocar tantos neófitos inexperientes. Depois de a ter lido e meditado atentamente, os que forem enganados ou mistificados certamente não poderão queixar-se senão de si mesmos, porque tiveram todos os meios para se esclarecerem.”

Ramatis é autor não espírita, por Jávier Godinho julho 28, 2010

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Foi publicado no jornal “Diário da Manhã”, de Goiânia – GO, um interessante artigo sobre Ramatis, com menção à obra de nossa autoria “Ramatis, Sábio ou Pseudo-Sábio?”. O brilhante texto tem a autoria do jornalista, palestrante e estudioso espírita Jávier Godinho, membro da Academia Goianiense de Letras e doutrinador da Federação Espírita de Goiás, além de redator da Revista Espírita Allan Kardec, e pode ser lido também através do site do próprio jornal no link http://site.dm.com.br/noticias/opiniao/ramatis-nao-e-autor-espirita?.

“Gentil leitor contou-nos um dia desses que aprecia muito as obras de Ramatis, pedindo-nos que escrevêssemos alguma coisa sobre ‘esse autor espírita’. Respondêmo-lhe que Ramatis não era espírita (seguidor da doutrina espírita, codificada por Allan Kardec), mas espiritualista (adepto do espiritualismo, segundo o dicionário doutrina filosófica que tem por base a existência de Deus e da alma, o que é bem mais amplo e diferente em muitos aspectos).

Relata Eduardo Carvalho Monteiro, no seu livro ‘Salas de visitas de Chico Xavier’ (coedição Eldorado/Eme, Capivari, São Paulo) que, há pouco mais de meio século, ficou muito conhecido um médium chamado Hercílio Maes, totalmente desligado do movimento espírita. Ele começou com algumas mensagens, recebidas sempre sozinho em sua residência e atribuídas a um espírito oriental que se apresentava como Ramatis.

Um dos primeiros livros de Ramatis foi Magia de redenção, que já evidenciava a preocupação com os problemas da magia e com habitantes de outros astros. Nova publicação, A vida no planeta Marte, numa época quando o cinema e a imprensa abusavam do tema disco voador, recebeu a atenção e os aplausos de milhares de espiritualistas, que queriam saber se os marcianos tinham mãos, olhos, nariz e outras partes do corpo iguais às nossas. Além de tudo, a redação era clara, boa e atraente, dificultando distinguir se se tratava de realidade ou de ficção.
Os livros de Ramatis vendiam muito e lotaram as prateleiras de livrarias e bibliotecas de muitos centros e até de federações espíritas. Baseados neles, para alguns, Kardec estava superado, ultrapassado por um indiano realmente moderno e de muito maior visão do universo.

Herculano Pires, sociólogo e jornalista, que brindou seus leitores com numerosas obras sérias e de indiscutível valor científico, mantinha no Diário de São Paulo uma coluna com o pseudônimo de Irmão Saulo, muito lida e discutida por espíritas e não espíritas. Lá, reconhecendo o mérito intelectual de Ramatis, reconheceu igualmente a inconveniência de suas ideias exóticas. Palavras textuais de J. Herculano Pires: “Perigoso não é o expositor ou autor que só diz tolices, vazadas em linguagem obscura, pobre, cheia de erros gramaticais e idéias pueris. Perigoso, sim, é o que expõe certo número de noções exatas, que usa argumentação brilhante, mas introduz, de permeio, ideias erradas e perigosas. Assim, tais ideias têm grande probabilidade de aceitação. É o que acontece com Ramatis”.

O filósofo Voltaire, com outras palavras, já havia dito a mesma coisa: “Mais perigosa do que uma mentira pode ser uma meia verdade”.

Artur Felipe Ferreira, autor de Ramatis, sábio ou pseudo-sábio?, que analisou os conceitos de Ramatis sobre magia, a vida em Marte, ideias espiritualistas orientais, gênese planetária e mediunidade, não deixou por menos e o classificou de pseudossábio.

Vai daí que Ramatis lançou ‘Os tempos são chegados’, anunciando o fim do mundo para o apagar do século 20. Isto aconteceria porque um astro saneador, que os astrônomos não percebiam, já estaria se aproximando da Terra, cujo eixo inverteria com seu magnetismo irresistível e de onde arrastaria os espíritos de dois terços da humanidade, no mais terrível das hecatombes. Esse corpo celeste apocalíptico foi chamado, dentre outros nomes, de Gheena, ou “planeta monstro” e “planeta chupão”, aterrorizando milhares de pessoas, nos cinco continentes e, sobretudo, espiritualistas no Brasil.

Aduz Eduardo Carvalho Monteiro que, como não poderia deixar de acontecer, até Francisco Cândido Xavier viu-se enredado em torno da polêmica formada, mas ‘Emmanuel, por seu intermédio, soube sair bem do imbróglio, sem ferir o médium (Hercílio Maes), o espírito (Ramatis) ou seus admiradores. Chico, como sempre, sem perder a humildade, ensina, esclarece e dá-nos uma lição de respeito ao trabalho de outros médiuns’.

Entrevistado sobre tema tão delicado, Chico respondeu às perguntas da Revista Aliança para o terceiro milênio, de cunho espiritualista, edição de janeiro de 1956, que circulou em São Paulo até 1960. Seguem alguns trechos dessas declarações que tranquilizam e, em momento algum, confirmam fim do mundo:

“Esclarece nosso orientador espiritual Emmanuel que o assunto alusivo à aproximação de um planeta da aura da Terra deve, naturalmente, buscar-se em estudos científicos que possam saciar a curiosidade construtiva das novas gerações. O problema, desse modo, envolve acurados exames, com a colaboração da ciência, razão pela qual pede ele não nos detenhamos na expressão física dos acontecimentos que se aproximam”.(…)
“Afirma o nosso amigo que o progresso da ótica e das ciências matemáticas serão portadoras das ilações, de conclusões mais altas na importância de nossos destinos futuros próximos. Afirma que não podemos esquecer que a Terra, em sua constituição física propriamente considerada, possui os seus grandes repousos e atividades em períodos determinados”.(…)
“Toda essa eclosão de notícias, de mensagens, de avisos da vida espiritual, deve significar para o homem domiciliado na Terra, no presente século, que urge o nosso aproveitamento das lições de Jesus”. (…)
“Essa mensagem é digna de nosso melhor apreço. Contudo, na experiência de Emmanuel, nosso companheiro mais velho, fica-nos a recomendação para um interesse mais efetivo à fixação dos valores morais em nossa personalidade terrena, de conformidade com os padrões estabelecidos no Evangelho do nosso Divino Mestre”.

É o tempo implacável restabelecedor da verdade.

Sem planeta-monstro, amanheceu radiante e belo o dia primeiro de janeiro de 2000, novo século e novo milênio. Mesmo com fenômenos naturais arrasadores, quase um decênio depois, prossegue a mesma vida nos cinco continentes.

O médium Hercílio Maes retornou ao plano espiritual e não se teve mais notícias de Ramatis, cujos livros desceram das prateleiras e raramente são encontrados.
No Evangelho de Mateus está escrito, há dois mil anos: “Guardai-vos dos falsos profetas…” (7; 15).