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O Que Não É Espiritismo maio 13, 2010

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Dentro de nossa proposta de levar ao conhecimento geral o que é a Doutrina Espírita, em oposição aos que propõem um ecletismo ilógico e até mesmo absurdo no Movimento Espírita, listaremos aqui algumas práticas e conceitos que nada têm a ver com o Espiritismo, embora sejam divulgadas em alguns núcleos sincréticos como sendo corroboradas pela Doutrina.

Sabemos que o povo brasileiro tem uma forte tendência ao sincretismo, sendo que espíritos e indivíduos encarnados têm explorado tal atavismo com o intuito de promover, intencionalmente ou não, a confusão, com o qual desejam minar a proposta espírita, tal qual foi feito com o Cristianismo, transformado em uma autêntica colcha de retalhos devido às centenas de interpretações e desinteligências entre seus adeptos ao longo do tempo.

Vamos, então, a essa extensa lista:

1 – Kardecismo (termo impróprio e não presente na Codificação);
2 – Crença na existência de “almas gêmeas“;
3 – Incorporação (termo inexato, uma vez que nenhum espírito “entra” no corpo de um encarnado);
4 – Apometria (tema tratado aqui);
5 – Animais no plano espiritual (saiba mais clicando aqui);
6 – Médiuns perfeitos (veja mais aqui);
7 – Mesa branca (a toalha colocada sobre as mesas dos Centros pode ser de qualquer cor, e nem há “linhas” espíritas. O Espiritismo é um só, aquele codificado por Allan Kardec a partir de 1857);
8 – Assistencialismo institucional (a proposta espírita visa o esclarecimento, a caridade moral. Centros podem ou não dedicar-se à caridade material. Leia interessante artigo sobre o tema clicando aqui);
9 – Hinário “espírita” (o Espiritismo dispensa cantorias ou espetáculos de adoração exterior);
10 – Exilados de Capela (teoria sem comprovação e sem embasamento doutrinário. Vide mais clicando aqui);
11 – Sincretismo (o Espiritismo possui axiomas e princípios que lhes são próprios, não se coadunando com práticas de movimentos religiosos, embora respeite todas as religiões e identifique alguns dos seus ensinos como sendo reflexos da Verdade);
12 – Idolatria a médiuns e espíritos;
13 – Mariolatria (o fato de ter sido mãe biológica de Jesus nada tem a ver com sua suposta elevação espiritual. “O que é da carne é da carne, o que é do espírito é do espírito”);
14 – Obrigação de “frequência” a centro espírita;
15 – Consulência;
16 – Casamentos, batizados, bençãos e formaturas;
17 – Culto no lar (saiba o porquê clicando aqui);
18 – Uso de imagens, altares, pinturas, símbolos, velas, pirâmides, incensos, defumadores, banhos de “descarrego”, amuletos e talismãs;
19 – Simpatias;
20 – Prece mecânica e/ou decorada (Estude a respeito aqui);
21 – “Dono” de centro espírita;
22 – Corrente de orações;
23 – Vegetarianismo (veja mais aqui);
24 – Astrologia ou adoção de signos astrológicos (veja mais aqui);
25 – Planeta chupão(veja mais aqui);
26 – Virgindade de Maria e outros mitos bíblicos como Adão e Eva, Arca de Noé, etc.;
27 – Comemoração de datas religiosas;
28 – Elementais (duendes, fadas, etc.);
29 – Crianças índigo, cristal ou equivalentes (vide o artigo sobre Divaldo Franco clicando aqui);
30 – Corpo fluídico de Jesus (teoria rustenista inspirada no docetismo que não encontra respaldo na Doutrina. Jesus teve um corpo carnal, como todos nós);
31 – Vale dos suicidas, dos drogados, dos tatuados, etc.;
32 – Jesus como “salvador”, “cordeiro de Deus”, etc.;
33 – Crença na existência de alguma “Casa Máter” do Espiritismo;
34 – Brasil como pátria escolhida por Deus, “coração do mundo, pátria do Evangelho”;
35 – Crença em Anticristo, Satanás, inferno e penas eternas (estude o tema aqui);
36 – Rituais, simpatias, novenas, mantras ou utilização de quaisquer bebidas (alcoólicas e alucinógenas) antes, durante ou após as reuniões.

*Artigo inspirado em tópico presente na Comunidade “Eu Sou Espírita”, na Rede Social Orkut.

Terremotos recentes e histerias apocalípticas março 4, 2010

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Todos nós acompanhamos os acontecimentos recentes no Haiti e no Chile, com a ocorrência de terremotos de grande magnitude que ocasionaram mortes e destruição. Sem dúvida, são acontecimentos que estarrecem a todos, haja vista que, na condição de encarnados, instintivamente ficamos em alerta para tudo que se constitua ameaça à nossa sobrevivência corpórea ou a de nossos semelhantes. Algo muito natural, pois caso não houvesse em nós o intinto de preservação e conservação, muito mais facilmente sucumbiríamos frente às dificuldades da vida corporal, refugiando-nos nas terríveis teias do suicídio, assim desperdiçando a oportunidade de uma encarnação, de que tanto precisamos para nosso aperfeiçoamento espiritual. É o que nos ensina a Doutrina Espírita em “O Livro dos Espíritos”. Vejamos:

728 – A destruição é uma lei natural?

– “É preciso que tudo se destrua para renascer e se regenerar. O que chamais destruição é apenas transformação que tem por objetivo a renovação e o melhoramento dos seres vivos”.

729 Se a destruição é necessária para a regeneração dos seres, por que a natureza os cerca com meios de preservação e de conservação?

– “Para que a destruição não ocorra antes do tempo preciso. Toda destruição antecipada dificulta o desenvolvimento do princípio inteligente; é por isso que Deus deu a cada ser a necessidade de viver e de se reproduzir”.

730 Uma vez que a morte deve nos conduzir a uma vida melhor, que nos livra dos males desta, e, por isso, mais deveria ser desejada do que temida, por que o homem tem um horror instintivo que o faz temê-la?

– “Já dissemos, o homem deve procurar prolongar a vida para cumprir sua tarefa; eis por que Deus lhe deu o instinto de conservação, que o sustenta nas provas; sem isso, muitas vezes se deixaria levar pelo desencorajamento. A voz secreta que o faz temer a morte lhe diz que ainda pode fazer alguma coisa para seu adiantamento. Quando um perigo o ameaça, é uma advertência para que aproveite o tempo e a morada que Deus lhe concede. Mas, ingrato! Rende mais vezes graças à sua estrela do que ao seu Criador”.

No entanto, muitos ainda se questionam acerca da existência de tantos flagelos destruidores, que desde sempre têm ocorrido na face da Terra, pondo tão frequentemente em risco a vida das populações. O Espiritismo, contido nas obras da Codificação, nos dá uma resposta sensata e racional para o pleno entendimento desta e de outras questões. Leiamos:

737 Com que objetivo os flagelos destruidores atingem a humanidade?

“Para fazê-la progredir mais depressa. Não dissemos que a destruição é necessária para a regeneração moral dos Espíritos, que adquirem em cada nova existência um novo grau de perfeição? É preciso ver o objetivo para apreciar os resultados dele. Vós os julgais somente do ponto de vista pessoal e os chamais de flagelos por causa do prejuízo que ocasionam; mas esses aborrecimentos são, na maior parte das vezes, necessários para fazer chegar mais rapidamente a uma ordem de coisas melhores e realizar em alguns anos o que exigiria séculos”.

738
A Providência não poderia empregar para o aperfeiçoamento da humanidade outros meios que não os flagelos destruidores?

– “Sim, pode, e os emprega todos os dias, uma vez que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. É o homem que não tira proveito disso; é preciso castigá-lo em seu orgulho e fazer-lhe sentir sua fraqueza”.

738 a Mas nesses flagelos o homem de bem morre como o perverso; isso é justo?

“Durante a vida, o homem sujeita tudo ao seu corpo; mas, após a morte, pensa de outro modo e, como já dissemos, a vida do corpo é pouca coisa; um século de vosso mundo é um relâmpago na eternidade. Portanto, os sofrimentos que sentis por alguns meses ou alguns dias não são nada, são um ensinamento para vós e servirão no futuro. Os Espíritos, que preexistem e sobrevivem a tudo, compõem o mundo real. Esses são filhos de Deus e objeto de toda a sua solicitude; os corpos são apenas trajes sob os quais aparecem no mundo. Nas grandes calamidades que destroem os homens, é como se um exército tivesse durante a guerra seus trajes estragados ou perdidos. O general tem mais cuidado com seus soldados do que com as roupas que usam”.

738 b Mas nem por isso as vítimas desses flagelos são menos vítimas?

“Se considerásseis a vida como ela é, e quanto é insignificante em relação ao infinito, menos importância lhe daríeis. Essas vítimas encontrarão numa outra existência uma grande compensação para seus sofrimentos se souberem suportá-los sem se lamentar”.

Obs.: “Quer a morte chegue por um flagelo ou por uma outra causa, não se pode escapar quando a hora é chegada; a única diferença é que, nos flagelos, parte um maior número ao mesmo tempo. Se pudéssemos nos elevar pelo pensamento, descortinando toda a humanidade de modo a abrangê-la inteiramente, esses flagelos tão terríveis não pareceriam mais do que tempestades passageiras no destino do mundo”.

739 Os flagelos destruidores têm alguma utilidade do ponto de vista físico, apesar dos males que ocasionam?

“Sim, eles mudam, muitas vezes, as condições de uma região; mas o bem que resulta disso somente é percebido pelas gerações futuras”.

740 “Os flagelos não seriam para o homem também provas morais que os submetem às mais duras necessidades?”

– “Os flagelos são provas que proporcionam ao homem a ocasião de exercitar sua inteligência, mostrar sua paciência e sua resignação à vontade da Providência, e até mesmo multiplicam neles os sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se não é dominado pelo egoísmo”.

741 É dado ao homem evitar os flagelos que o atormentam?

– “Sim, em parte, embora não como se pensa geralmente. Muitos dos flagelos são a consequência de sua imprevidência; à medida que adquire conhecimentos e experiência, pode preveni-los se souber procurar suas causas. Porém, entre os males que afligem a humanidade, há os de caráter geral, que estão nos decretos da Providência, e dos quais cada indivíduo sente mais ou menos a repercussão. Sobre esses males, o homem pode apenas se resignar à vontade de Deus; e ainda esses males são, muitas vezes, agravados pela sua negligência”.

Obs.: “Entre os flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, é preciso colocar na primeira linha a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais à produção da terra. Mas o homem encontrou na ciência, nos trabalhos de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, na rotatividade das culturas e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas, os meios de neutralizar ou de pelo menos atenuar os desastres. Algumas regiões, antigamente assoladas por terríveis flagelos, não estão preservadas hoje? Que não fará, portanto, o homem pelo seu bem-estar material quando souber aproveitar todos os recursos de sua inteligência e quando, aos cuidados de sua conservação pessoal, souber aliar o sentimento da verdadeira caridade por seus semelhantes?”

Portanto, passamos a compreender que, sendo o nosso planeta um mundo de provas e expiações, a Lei de Destruição tem como objetivo acelerar o progresso material e espiritual, não se constituindo tais acontecimentos nenhuma espécie de punição sistemática oriunda da “ira divina”, como pensavam os antigos.

Contrariamente ao ensinamento espírita, o espírito Ramatis, objeto de nossos estudos neste espaço, traz uma interpretação toda própria e pessoal, fazendo previsões que, caso se cumprissem, impossibilitaria por completo a sobrevivência da raça humana na face do planeta, devido à forma abrupta com que certos acontecimentos catastróficos ocorreriam.

O citado espírito, com o intuito de influenciar os espíritas a adotarem um discurso muito próximo ao de seitas apocalípticas, fala da aproximação de um planeta proveniente de fora do Sistema Solar, que faria com que o eixo terrestre se elevasse abruptamente. Deste modo,continentes inteiros desapareceriam e outros ressurgiriam, como as mitológicas Atlântida e Lemúria.

Ora, qualquer estudante de nível primário saberia concluir que um evento desse porte teria consequências muito piores do que qualquer hecatombe nuclear, por si só suficiente para varrer a raça humana da Terra. Demonstrando, pois, total desconhecimento sobre a questão, Ramatis chega a afirmar que certos países seriam pouco afetados por tão drásticas mudanças, elegendo o Brasil como uma espécie de “terra dos eleitos”, como consta do livro “Brasil, Terra de Promissão”, através da médium América Paoliello.

É no livro “Mensagens do Astral”, no entanto, que constam em detalhes tais absurdas previsões, que, inclusive, não se cumpriram nas datas previstas. Confiram algumas delas, tais como descrevemos acima:

“… as principais modificações que sofrerão os oceanos Pacífico e Atlântico, com as emersões da Lemúria e da Atlântida, que formarão então extensa área de terra, do que resultará a existência de apenas três continentes, para melhores condições de existência da humanidade futura.” (pg. 132)

“É óbvio que, ao se elevar o eixo terráqueo, o que há de acontecer até o fim deste século, também se modificarão, aparentemente, os quadros do céu astronômico com que estão acostumadas as nações, os povos e tribos, …” (pg. 122)

“Com a elevação gradativa do eixo terráqueo, os atuais pólos deverão ficar completamente libertos dos gelos e, até o ano 2000, aquelas regiões estarão recebendo satisfatoriamente o calor solar. O degelo já principiou; vós é que não o tendes notado. …”

“Mais ou menos entre os anos 1960 e 1962, os cientistas da Terra notarão determinadas alterações em rotas siderais, as quais serão os primeiros sinais exteriores do fenômeno de aproximação do astro intruso e da proximidade do “fim dos tempos”. Não será nenhuma certificação visível do aludido astro; apenas a percepção de sinais de ordem conjetural, pois essa manifestação dar-se-á mais para o final do século.” (pág. 168)

Infelizmente, por falta de um estudo acurado, há ainda muitos que continuam a acreditar em tais previsões e, a cada terremoto, tsunâmi, erupção vulcânica ou notícia de mudanças climáticas, logo assanham-se em declarar que o espírito Ramatis estava, afinal, certo em suas profecias.

Tendo em conta os últimos acontecimentos, enumeremos, a fim de facilitar o entendimento de todos, as evidências que indicam que tais previsões são, no mínimo, puramente imaginosas:

1 – Acontecimentos como os terremotos recentes no Haiti e Chile sempre ocorreram com certa frequência, já muito antes do período compreendido entre 1950 – 2000, em que Ramatis afirma que a incidência de catástrofes aumentaria em função da aproximação do tal “astro intruso”. Além disso, os especialistas afirmam que não houve nenhum aumento na atividade sísmica e consideram totalmente dentro da normalidade o alto número de abalos sofridos recentemente. Eles atribuem essa impressão de que a quantidade de tremores cresceu à cobertura que a mídia, de maneira geral, tem dedicado ao assunto ultimamente. De acordo, por exemplo, com o analista do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (Obsis-UnB), Diogo Farrapo Albuquerque, “é normal a alta incidência de terremotos no mundo todo – a diferença é que a tragédia no Haiti chamou a atenção do mundo para as atividades sísmicas”.

2 – Ainda conforme quem realmente entende do assunto, os terremotos do Haiti e os que estão ocorrendo na Argentina, Colômbia, Chile ou em outras partes do mundo não têm relação direta. Eles são causados pelo movimento entre placas tectônicas diferentes e, portanto, têm origens diferentes. Portanto, cai por terra a teoria de que poderia ter relação com qualquer movimento estranho do planeta, como afirma Ramatis, quando atribui tais ocorrências à elevação do eixo terrestre;

3 – Após o terremoto do Chile, surgiu a notícia de que o terremoto no Chile teria deslocado o eixo central do planeta, fazendo com que a Terra demore menos que 24 horas para dar uma volta em torno de si mesma (rotação), deixando os dias 1,26 microssegundo mais curtos. Tal informação, alardeada pelos catastrofistas de plantão como sendo mais uma prova da sapiência ramatisiana, nada tem, na verdade, de extraordinária. Segundo especialistas, como Afonso Vasconcelos Lopes, professor do Departamento de Geofísica do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (Universidade de São Paulo), as mudanças são irrelevantes, em entrevista dada ao site R7:

– “Esse tipo de alteração no eixo da Terra só é importante no tempo geológico, ou seja, em milhões e milhões de anos com a acumulação de sucessivos tremores. Nesse caso (apresentado hoje pela Nasa), um evento individual não é importante.”

Apesar do eixo ter mudado em oito centímetros, o que parece muito, isso em nada vai afetar nossas vidas. Só daqui a mil anos vamos ter um segundo a menos no dia.

Tal advento, se comparado à previsão de Ramatis, também não encontra eco, pois o citado espírito fala que terremotos seriam reflexos (efeito) da alteração do eixo, e não o contrário;

4 – As alterações no clima, como todos sabem, são decorrentes do efeito estufa e consequente aquecimento global, gerado pela derrubada de florestas e pelas queimadas das mesmas, pois são elas que regulam a temperatura, os ventos e o nível de chuvas em diversas regiões. Como as florestas estão diminuindo no mundo, a temperatura terrestre tem aumentado na mesma proporção. Um outro fator que está gerando o efeito estufa, é a queima de combustíveis fósseis. A queima do óleo diesel e da gasolina nos grandes centros urbanos tem colaborado para o efeito estufa. O dióxido de carbono (gás carbônico) e o monóxido de carbono ficam concentrados em determinadas regiões da atmosfera formando uma camada que bloqueia a dissipação do calor. Outros gases que contribuem para este processo são: gás metano, óxido nitroso e óxidos de nitrogênio. Esta camada de poluentes, tão visível nas grandes cidades, funciona como um isolante térmico do planeta Terra. O calor fica retido nas camadas mais baixas da atmosfera trazendo graves problemas ao planeta.

Uma Tese por demais "Cabeluda" janeiro 29, 2010

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Uma das características marcantes dos espíritos pseudo-sábios é a pretensão de falarem sobre tudo com desassombro, com o intuito de demonstrar possuírem conhecimentos ilimitados e melhor impressionarem aos que lhes dão ouvidos.

Allan Kardec, assim como os Espíritos Superiores, fez várias advertências em relação a essa classe de espíritos, sendo que o Movimento (dito) Espírita brasileiro (MEB) parece ignorá-las, preferindo acreditar que tudo que provém do mundo espiritual deva ser acatado e mesmo publicado sem qualquer análise crítica (prática esta, aliás, tida erroneamente como anticaridosa), como se no mundo espiritual só houvessem espíritos sábios e iluminados, únicos capazes de se comunicarem com os homens. Ledo engano, o que denota um profundo desconhecimento da Doutrina Espírita e da metodologia kardeciana no trato com os Espíritos. E, como resultado, temos percebido o enorme avanço de ideias estranhas à Doutrina, tornadas conhecidas através de obras repletas de excentricidades, exotismos e heresias científicas e doutrinárias de toda sorte, misturadas a conceitos aceitáveis e palavras bonitas exaradas com o fito de despistar os leitores menos atentos.

No precioso livro “Viagem Espírita” (1862), o Codificador faz, já àquela época, comentários importantes sobre a questão:

“(…) Esses erros provêm quase sempre de Espíritos levianos, sistemáticos ou pseudo-sábios, que se comprazem vendo editadas suas fantasias e utopias (…) Mas, como esses Espíritos não possuem nem a verdadeira cultura, nem a verdadeira sabedoria, não conseguem manter por muito tempo o seu papel e a ignorância os trai. (…) é preciso que não temais, para o futuro, a influência dessas obras. Elas podem, momentaneamente, acender um fogo de palha, mas quando não se apóiam em uma lógica rigorosa, vede, ao fim de alguns anos – muitas vezes de alguns poucos meses –, a que se reduziram. (…)”

E conclui com o bom senso que o caracterizava: “(…) Uma vez que os Espíritos possuem livre-arbítrio e uma opinião sobre os homens e as coisas, compreender-se-á que a prudência e a conveniência mandam afastar esses perigos. No interesse da doutrina convém, pois, fazer uma escolha muito severa em semelhantes casos (…)”.

Em “O Livro dos Médiuns”, Allan Kardec descreve a tática adotada pelos espíritos pseudo-sábios, alertando para o perigo que representam:

“Estes são os mais perigosos, porque afetam uma aparência séria, de ciência e de sabedoria, em favor da qual proclamam, em meio a algumas verdades e boas máximas, as mais absurdas coisas.”

E arremata, ensinando qual deva ser a postura eminentemente espírita e correta em relação aos mesmos:

Separar o verdadeiro do falso, descobrir a trapaça oculta numa cascata de palavras bonitas, desmascarar os impostores, eis, sem contradita, uma das maiores dificuldades da Ciência Espírita.”

No que tange especificamente ao espírito Ramatis, já tivemos a oportunidade de listar e comentar inúmeras de suas discrepâncias em relação ao Espiritismo e às Ciências em geral, desde suas previsões apocalípticas de destruição do planeta que não se cumpriram até as descrições pormenorizadas da topografia marciana que em nada se assemelham à verdadeira conformação daquele planeta, teses estas que funcionaram como carros-chefes do citado espírito, e que hoje encontram-se flagorosamente desmentidas pelo tempo e pelo avanço da tecnologia e do pensamento humano.

No entanto, Ramatis não só se mostrou um equivocado profeta e astrônomo, mas também um bem mal informado médico dermatologista, com grande desconhecimento acerca da fisiologia humana. Na obra “Magia de Redenção”, ditada ao médium Hercílio Maes, capítulo IX, intitulado “O uso do cabelo na feitiçaria” (página 163 – 7ª edição), consta o seguinte:

PERGUNTA – Poderíeis dizer-nos por que os homens ficam calvos e tal fenômeno é mais raro entre as mulheres?

RAMATIS – Apesar dos inúmeros fatores organogênicos e hereditários enfermiços, que enfraquecem a cabeleira humana, além do uso nocivo de cremes, gomas, produtos e tinturas químicas que atacam o bulbo capilar, uma das principais causas da calvície masculina é a ignorância do homem em cortar os seus cabelos. Aliás, modernamente, observa-se que as próprias mulheres também se candidatam à calvície prematura, por adotarem o cabelo curto e o deceparem fora de época. As leis que disciplinam os fenômenos da vida física, etérica, astralina ou mental, na verdade derivam-se de um só lei imutável e eterna – a Lei Divina da Criação Cósmica! Ela é a mesma lei que rege a coesão dos astros no campo sideral, a afinidade entre as substâncias químicas e o amor entre as criaturas humanas. Em consequência, até no corte do cabelo o homem deve obedecer a regência das leis que regulam o seu crescimento capilar, caso não deseje ficar calvo!”

Como pôde perceber o leitor, Ramatis aponta o corte dos cabelos como um dos fatores que provocam a calvície em homens e mulheres! – algo que, evidentemente, não faz o menor sentido, haja vista que, caso assim fosse, seríamos todos carecas, uma vez que não há quem não corte os cabelos nos dias de hoje.

Não se contentando em prescrever uma medida anacrônica para evitar a perda dos cabelos, Ramatis ainda chega a afirmar que o corte dos cabelos deva obedecer às fases da Lua, antigo mito cultural e crendice, hoje desmentida pela Ciência moderna. Na verdade, sabe-se que o cabelo é formado por uma proteína chamada de alfa-queratina, sendo que tudo o que acontece com ele está na parte interior do couro cabeludo, a três ou quatro milímetros de profundidade. Nosso cabelo nada mais é do que células mortas impregnadas de queratina. Portanto, não há uma conexão entre o crescimento dos cabelos com as fases da Lua, já que não se pode comparar crescimento dos cabelos com crescimento de plantações, por exemplo, que obedecem a leis bem diferentes entre si. Tal crendice tem origem nas mitologias dos povos agrícolas, que achavam que o que era bom para as plantas servia para os cabelos. Assim, conforme a superstição, aparar os fios na lua cheia aumentaria o volume; na minguante, teria o efeito oposto; na lua nova seria ótimo para renovar o visual e, na crescente, ideal para se tornar um Sansão ou uma Rapunzel. Há, sim, provas de que os fios reagem à melatonina, hormônio associado à luminosidade do meio ambiente, por isso a taxa de crescimento é ligeiramente menor durante o inverno.

Ramatís e o Espiritualismo Eclético janeiro 23, 2010

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O confrade Marcus Vinícius Pinto, de Lavras-MG, nos enviou um interessante e bem escrito artigo sobre Ramatis que aproveitamos para aqui reproduzir. Agradecemos ao amigo a excelente contribuição.

“A mediunidade é a capacidade humana de transcender as limitações físicas e de adentrar no mundo espiritual. O médium é a criatura humana que dispõe de capacidade natural de realizar contato entre o mundo físico e o espiritual e servir de intermediário entre os dois planos da vida. A mediunidade, que é faculdade natural, própria de todo ser humano, em certos casos se manifesta de forma ostensiva, característica, permitindo o intercâmbio de sentimentos, emoções e conhecimentos entre os que aqui permanecem temporariamente (Espíritos encarnados) e os que se libertaram do corpo físico (Espíritos desencarnados). A partir da constatação da existência da mediunidade e dos Espíritos que se comunicam, Hippolite Léon Denizard Rivail, mais conhecido como Allan Kardec, recebeu grande cota destes conhecimentos da parte dos Espíritos Superiores, sistematizou-os, formando um corpo de doutrina filosófica espiritualista ao qual denominou Espiritismo ou Doutrina Espírita. Isto porque, segundo Kardec, “Para coisas novas precisamos de palavras novas: assim o exige a clareza da linguagem, para evitarmos a confusão inerente ao sentido múltiplo dos mesmos termos” (L.E. introd. 1). Em seguida, ele coloca que diversos são os espiritualismos e que nem todos acreditam nos Espíritos e nas comunicações deles conosco. Além, é claro, de outras diferenças de pontos de vista e de interpretações de questões espirituais. Para diferenciar a Doutrina dos Espíritos de outros ramos espiritualistas é que ele criou a nova palavra Espiritismo.

Acontece que nem todos os médiuns tomam como base de suas atividades as seguras orientações de Kardec e muitos não admitem sequer pertencer a uma sociedade espiritista ou a alguma federativa. E, pior ainda, querem divulgar que suas recepções mediúnicas são superiores ao conteúdo da obra de Kardec ou trazem algum acréscimo necessário à sua atualização. Um destes é o médium Hercílio Maes que viveu em Curitiba – Paraná e foi médium do Espírito conhecido como Ramatís. Seus livros psicografados contêm perguntas e respostas sobre diversos assuntos de cunho espiritualista. Este Espírito se refere muito ao Espiritismo em suas obras. Porém, ao analisar as questões, introduz conceitos, idéias e informações de outros ramos espiritualistas. Ramatís, em antiga edição do livro “Mensagens do Astral”, se afirma não espírita, sem rótulo e sem compromisso particular com determinada escola espiritualista. Ao mesmo tempo, afirma que sua última encarnação foi na Indochina, tendo sido “mestre iniciático” de um templo no século X. Afinal, o que ele segue? O que ele defende? Em certos momentos se refere, com relação a sua salada indigesta, como sendo “Universalismo” ou “Espiritualismo Eclético”. O segundo termo, talvez, seja o mais preciso para essa mistura irrestrita de tantas escolas espiritualistas: rosa-cruz, teosofia, yoga, ocultismo, esoterismo e outros “ismos” mais. Deve possuir consultores desencarnados nesses diversos ramos para assessorá-lo. O fato é que seus fiéis se dizem seguidores de “Jesus, Kardec e Ramatis”. Será que o Espiritismo, em sua origem com o Espírito de Verdade, estava programado para receber essas enxertias sincréticas e ecléticas, ou seja, toda essa mistura? É evidente que não.

No livro “Ramatís: Sábio ou Pseudo Sábio”, editora EME, o confrade Artur Felipe, em feliz ensaio crítico, demonstra os erros e contradições nas comunicações de Ramatís: As previsões aterradoras de final de tempos para o último período do século XX em que dois terços da população seriam dizimados (Mensagens do Astral) não aconteceram. Rituais, mantras, etc. são meios de se alcançar o “Cristo Planetário”.(p. 302). As sondas norte americanas mapearam todo o planeta Marte e nada encontraram de vida organizada conforme o livro “O planeta Marte e os discos voadores”. No livro “Sublime Peregrino” Jesus é médium de outra entidade: o “Cristo Planetário” (sic). Em notas de rodapé é recomendado aos leitores a leitura de livros de yoga, esoterismo e outros. Quem aguenta? Muitos não lêem as obras básicas de Kardec. Como vão ser espíritas conscientes ainda misturando outros conceitos heterogêneos? Dizia Deolindo Amorim: – “O Espiritismo é universalista, porque os fatos do Espírito são universais, os seus problemas tem o sentido da universalidade, mas também é oportuno acentuar que o ESPIRITISMO não é uma forma de sincretismo doutrinário ou religioso, sem unidade ou consistência. NÃO, ABSOLUTAMENTE. Já se falseou muito a idéia de universalismo. Ser universalista é ter visão global de conhecimento, É ESTIMAR A UNIVERSALIDADE DOS VALORES ESPIRITUAIS ACIMA E ALÉM DE TODAS AS CONFIGURAÇÕES GEOGRÁFICAS OU HISTÓRICAS. UNIVERSALISMO É CONVICÇÃO, É UMA POSIÇÃO CONSCIENTE EM FACE DA CULTURA HUMANA E ESPIRITUAL; NÃO É, PORTANTO, A JUNÇÃO PURA E SIMPLES DE CRENÇAS, DOUTRINAS E PRÁTICAS DIVERSAS. (Deolindo Amorim – “Espiritismo e as Doutrinas Espiritualistas”). Na verdade Ramatís e seus seguidores são Espiritualistas Ecléticos e não espíritas. Porém, nas fachadas de suas instituições ostentam o nome de Espiritismo e de Sociedade Espírita. O ideal seria que se denominassem ecléticos e seguidores do Espiritualismo Eclético. Todas estas considerações são para esclarecer, sem perder de vista o Espírito fraterno, solidário, tolerante e benévolo que deve caracterizar a todos os que buscam a luz e a verdade.”

A Necessidade de se Conhecer o Grau de Elevação dos Espíritos dezembro 23, 2009

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Algumas pessoas, geralmente aquelas que não se detiveram muito nos textos da Codificação, nos perguntam se não seria falta de caridade questionar se esse ou aquele espírito é bom ou mau, sábio ou pseudo-sábio, confiável ou não-confiável.

Respondemos, sempre que possível, com textos do próprio Codificador em que o mesmo nos incentiva a tal, uma vez que isso é de significativa importância para a análise das mensagens e parte importante do método espírita.

Vejamos os trechos, que são muitos, onde isso fica bem claro e evidenciado:

262. Se a perfeita identificação dos Espíritos é, em muitos casos, uma questão secundária, sem importância, não se dá o mesmo com a distinção entre os Espíritos bons e maus. Sua individualidade pode ser-nos indiferente, mas a sua qualidade jamais. Em todas as comunicações instrutivas é sobre esse ponto que devemos concentrar nossa atenção, pois só ele pode nos dar a medida da confiança que podemos ter no Espírito manifestante, seja qual for o nome com que se apresente. O Espírito que se manifesta é bom ou mau? A que grau da escala espírita pertence? Essa a questão capital. (Ver Escala Espírita no item 100 de O Livro dos Espíritos)

263. Julgamos os Espíritos, já o dissemos, pela linguagem, como julgamos os homens. Suponhamos que um homem receba vinte cartas de pessoas que não conhece. Pelo estilo, pelas ideias, por numerosos indícios julgará quais são as instruídas e quais as ignorantes, educadas ou sem educação, profundas, frívolas, orgulhosas, sérias, levianas, sentimentais etc. Acontece o mesmo com os Espíritos. Devem considerá-los como correspondentes que nunca vimos e perguntar o que pensaríamos da cultura e do carácter de um homem que dissesse ou escrevesse aquelas coisas. Podemos tomar como regra invariável e sem excepção que a linguagem dos Espíritos corresponde sempre ao seu grau de elevação.

Os Espíritos realmente superiores não se limitam apenas a dizer boas coisas, mas as dizem em termos que excluem absolutamente qualquer trivialidade. Por melhores que sejam essas coisas, se forem manchadas por única expressão de baixeza temos um sinal indubitável de inferioridade. E com mais forte razão se o conjunto da comunicação ferir as conveniências por sua grosseria. A linguagem revela sempre a sua origem, seja pelo pensamento ou pela forma. Assim, mesmo que um Espírito quisesse enganar-nos com a sua pretensa superioridade, bastaria conversarmos algum tempo com ele para o julgarmos.

264. A bondade e a afabilidade são também atributos essenciais dos Espíritos depurados. Eles não alimentam ódio nem para com os homens nem para com os demais Espíritos. Lamentam as fraquezas e criticam os erros, mas sempre com moderação, sem amarguras nem animosidades. Se admitirmos que os Espíritos verdadeiramente bons só podem querer o bem e dizer boas coisas, concluiremos que tudo o que, na linguagem dos Espíritos, denote falta de bondade e afabilidade não pode provir de um Espírito bom.

265. A inteligência está longe de ser um sinal seguro de superioridade, porque a inteligência e a moral nem sempre andam juntas. Um Espírito pode ser bom, afável e ter conhecimentos limitados, enquanto um Espírito inteligente e instruído pode ser moralmente bastante inferior. (5)
Geralmente se pensa que interrogando o Espírito de um homem que foi sábio na Terra, em certa especialidade, obtém-se a verdade com mais segurança. Isso é lógico, e não obstante nem sempre é certo. A experiência demonstra que os sábios, tanto quanto os outros homens, sobretudo os que deixaram a Terra há pouco, estão ainda sob o domínio dos preconceitos da vida corpórea, não se livrando imediatamente do espírito de sistema. Pode assim acontecer que, influenciados pelas ideias que alimentaram em vida e que lhes deram a glória, vejam com menos clareza do que supomos. Não damos este princípio como regra. Longe disso. Advertimos apenas que isso acontece e que, por conseguinte, sua sabedoria humana nem sempre é uma garantia de sua infalibilidade como Espíritos.
(5) Atenção para a advertência final de que isso não constitui regra. Certas pessoas entendem que só devemos crer nos Espíritos ignorantes ou que se fazem passar por tal. Isso é ir de um extremo ao outro. Os Espíritos realmente elevados são inteligentes e bons, realizaram ao mesmo tempo a evolução intelectual e moral, como se depreende da própria regra de identificação de sua elevação pela linguagem. (N. do T.)

266. Submetendo-se todas as comunicações a rigoroso exame, sondando e analisando suas ideias e expressões, como se faz ao julgar uma obra literária e rejeitando sem hesitação tudo o que for contrário à lógica e ao bom senso, tudo o que desmente o carácter do Espírito que se pensa estar manifestando, consegue-se desencorajar os Espíritos mistificadores que acabam por se afastar, desde que se convençam de que não podem nos enganar. Repetimos que este é o único meio, mas é infalível porque não existe comunicação má que resista a uma crítica rigorosa.(6) Os Espíritos bons jamais se ofendem, pois eles mesmos nos aconselham a proceder assim e nada têm a temer do exame. Somente os maus se melindram e procuram dissuadir-nos, porque têm tudo a perder. E por essa mesma atitude provam o que são.

Eis o conselho dado por São Luís a respeito:

“Por mais legítima confiança que vos inspirem os Espíritos dirigentes de vossos trabalhos, há uma recomendação que nunca seria demais repetir e que deveis ter sempre em mente ao vos entregardes aos estudos: a de pesar e analisar, submetendo ao mais rigoroso controle da razão todas as comunicações que receberdes; a de não negligenciar, desde que algo vos pareça suspeito, duvidoso ou obscuro, de pedir as explicações necessárias para formar a vossa opinião.”

267. Podemos resumir os meios de reconhecer a qualidade dos Espíritos nos seguintes princípios:

1º) Não há outro critério para se discernir o valor dos Espíritos senão o bom senso. Qualquer fórmula dada pelos próprios Espíritos, com esse fim, é absurda e não pode provir de Espíritos superiores.

2º) Julgamos os Espíritos pela sua linguagem e as suas acções. As acções dos Espíritos são os sentimentos que eles inspiram e os conselhos que dão.

3º) Admitido que os Espíritos bons só podem dizer e fazer o bem, tudo o que é mau não pode provir de um Espírito bom.

4º) A linguagem dos Espíritos superiores é sempre digna, elevada, nobre, sem qualquer mistura de trivialidade. Eles dizem tudo com simplicidade e modéstia, nunca se vangloriam, não fazem jamais exibição do seu saber nem de sua posição entre os demais. A linguagem dos Espíritos inferiores ou vulgares é sempre algum reflexo das paixões humanas. Toda expressão que revele baixeza, auto-suficiência, arrogância, fanfarronice, mordacidade é sinal característico de inferioridade. E de mistificação, se o Espírito se apresenta com um nome respeitável e venerado.

5º) Não devemos julgar os Espíritos pelo aspecto formal e a correcção do seu estilo, mas sondar-lhes o íntimo, analisar suas palavras, pesá-las friamente, maduramente e sem prevenção. Toda falta de lógica, de razão e de prudência não pode deixar dúvida quanto à sua origem, qualquer que seja o nome de que o Espírito se enfeite. (Ver nº 224.)

6º) A linguagem dos Espíritos elevados é sempre idêntica, se não quanto à forma, pelo menos quanto à substância. As ideias são as mesmas, sejam quais forem o tempo e o lugar. Podem ser mais ou menos desenvolvidas segundo as circunstâncias, as dificuldades ou a facilidade de se comunicar, mas não serão contraditórias. Se duas comunicações com o mesmo nome se contradizem, uma das duas é evidentemente apócrifa. A verdadeira será aquela em que nada desminta o carácter conhecido do personagem. Entre duas comunicações assinadas, por exemplo, por São Vicente de Paulo, uma pregando a união e a caridade e outra tendendo a semear a discórdia, não há pessoa sensata que possa enganar-se.

7º) Os Espíritos bons só dizem o que sabem, calando-se ou confessando a sua ignorância sobre o que não sabem. Os maus falam de tudo com segurança, sem se importar com a verdade. Toda heresia científica notória, todo princípio que choque o bom senso revela a fraude, se o Espírito se apresenta como esclarecido.

(6) “Não existe comunicação má que resista a uma crítica rigorosa”. Esta confiança de Kardec na análise racional das comunicações é acertada, mas depende do critério seguro de quem analisa. Por isso mesmo é conveniente fazer a análise em conjunto e recorrer, no caso de dúvida, a outras pessoas de reconhecido bom senso. O Espírito farsante pode influir sobre um indivíduo e sobre o grupo, o que tem ocorrido com frequência em virtude da vaidade, da pretensão ou do misticismo dominante. Comunicações avulsas e até obras mediúnicas alentadas, evidentemente falsas, têm sido publicadas, aceitas e até mesmo defendidas por grupos e instituições diversas. (N. do T.)

8º) Os Espíritos levianos são ainda reconhecidos pela facilidade com que predizem o futuro e se referem com precisão a fatos materiais que não podemos conhecer. Os Espíritos bons podem fazer-nos pressentir as coisas futuras, quando esse conhecimento for útil, mas jamais precisam as datas. Todo anúncio de acontecimento para uma época certa é indício de mistificação.(7)

9º) Os Espíritos superiores se exprimem de maneira simples, sem prolixidade. Seu estilo é conciso, sem excluir a poesia das ideias e das expressões, claro, inteligível a todos, não exigindo esforço para a compreensão. Eles possuem a arte de dizer muito em poucas palavras, porque cada palavra tem o seu justo emprego. Os Espíritos inferiores ou pseudo-sábios escondem sob frases empoladas o vazio das ideias. Sua linguagem é sempre pretensiosa, ridícula ou ainda obscura, a pretexto de parecer profunda.

10º) Os Espíritos bons jamais dão ordens: não querem impor-se, apenas aconselham e se não forem ouvidos se retiram. Os maus são autoritários, dão ordens, querem ser obedecidos e não se afastam facilmente. Todo Espírito que se impõe trai a sua condição. São exclusivistas e absolutos nas suas opiniões e pretendem possuir o privilégio da verdade. Exigem a crença cega e nunca apelam para a razão, pois sabem que a razão lhes tiraria a máscara.

11º) Os Espíritos bons não fazem lisonjas. Aprovam o bem que se faz, mas sempre de maneira prudente. Os maus exageram nos elogios, excitam o orgulho e a vaidade, embora pregando a humildade, e procuram exaltar a importância pessoal daqueles que desejam conquistar.

12º) Os Espíritos superiores mantêm-se, em todas as coisas, acima das puerilidades formais. Os Espíritos vulgares são os únicos que podem dar importância a detalhes mesquinhos, incompatíveis com as ideias verdadeiramente elevadas. Toda prescrição meticulosa é sinal certo de inferioridade e mistificação de parte de um Espírito que toma um nome pomposo.

13º) Devemos desconfiar dos nomes bizarros e ridículos usados por certos Espíritos que desejam impor-se à credulidade. Seria extremamente absurdo tomar esses nomes a sério.

14º) Devemos igualmente desconfiar dos Espíritos que se apresentam com muita facilidade usando nomes bastante venerados, e só com muita reserva aceitar o que dizem. Nesses casos, sobretudo, é que um controle severo se torna indispensável. Porque é frequentemente a máscara que usam para levar-nos a crer em pretensas relações íntimas com Espíritos excelsos. Dessa maneira eles lisonjeiam a vaidade do médium e se aproveitam dela para o induzirem a actos lamentáveis e ridículos.

15º) Os Espíritos bons são muito escrupulosos no tocante às providências que podem aconselhar. Em todos os casos têm apenas em vista um fim sério e eminentemente útil. Devemos pois encarar como suspeita todas aquelas que não tenham esse caráter ou sejam condenáveis pela razão, refletindo maduramente antes de adoptá-las, pois do contrário nos exporemos a mistificações desagradáveis.

16º) Os Espíritos bons são também reconhecíveis pela sua prudente reserva no tocante às coisas que possam comprometer-nos. Repugna-lhes desvendar o mal. Os Espíritos levianos ou malfazejos gostam de expô-lo. Enquanto os bons procuram abrandar os erros e pregam a indulgência, os maus os exageram e sopram a discórdia por meio de pérfidas insinuações.

(7) As predições apocalípticas, com datas certas, de acontecimentos próximos têm sido feitas por espíritos pseudo-sábios nestes últimos anos. A linguagem dessas previsões seria suficiente para mostrar a falsidade das comunicações. Muitas outras ainda serão feitas, pois há sempre quem as aceite. O estudo atento deste resumo prevenirá as pessoas prudentes contra esses embustes, hoje tão numerosos e que pelo seu ridículo afastam muita gente das luzes da doutrina. (N. do T.)

17º) Os Espíritos bons só ensinam o bem. Toda máxima, todo conselho que não for estritamente conforme à mais pura caridade evangélica não pode provir de Espíritos bons.

18º) Os Espíritos bons só dão conselhos perfeitamente racionais. Toda recomendação que se afaste da linha reta do bom senso ou das leis imutáveis da Natureza acusa a presença de um Espírito estreito e portanto pouco digno de confiança.

19º) Os Espíritos maus ou simplesmente imperfeitos ainda se revelam por sinais materiais que a ninguém poderão enganar. A ação que exercem sobre o médium é às vezes violenta, provocando movimentos bruscos e sacudidos, uma agitação febril e convulsiva que contrasta com a calma e a suavidade dos Espíritos bons.

20º) Os Espíritos imperfeitos aproveitam-se frequentemente dos meios de comunicação de que dispõem para dar maus conselhos. Excitam a desconfiança e a animosidade entre os que lhes são antipáticos. Principalmente as pessoas que podem desmascarar a sua impostura são visadas pela sua maldade.

As criaturas fracas, impressionáveis, tornam-se alvo do seu esforço para levá-las ao mal. Usam sucessivamente os sofismas, os sarcasmos, as injúrias e até as provas materiais do seu poder oculto para melhor convencê-las, empenhando-se em desviá-las do caminho da verdade.

21º) Os Espíritos dos que tiveram, na Terra, uma preocupação exclusiva, material ou moral, se ainda não conseguiram libertar-se da influência da matéria continuam dominados pelas ideias terrenas. Carregam parte dos preconceitos, das predilecções e até mesmo das manias que tiveram aqui. Isso é fácil de se reconhecer pela sua linguagem.

22º) Os conhecimentos de que certos Espíritos muitas vezes se enfeitam, com uma espécie de ostentação, não são nenhum sinal de superioridade. A verdadeira pedra de toque para se verificar essa superioridade é a pureza inalterável dos sentimentos morais.

23º) Não basta interrogar um Espírito para se conhecer a verdade.
Devemos, antes de tudo, saber a quem nos dirigimos. Porque os Espíritos inferiores, pela sua própria ignorância, tratam com leviandade as mais sérias questões. Também não basta que um Espírito tenha sido na Terra um grande homem para possuir no mundo espírita a soberana ciência. Só a virtude pode, purificando-o, aproximá-lo de Deus e ampliar os seus conhecimentos.

24º) Os gracejos dos Espíritos superiores são muitas vezes subtis e picantes, mas nunca banais. Entre os Espíritos zombeteiros, mas que não são grosseiros, a sátira mordaz é feita quase sempre muito a propósito.

25º) Estudando-se com atenção o caráter dos Espíritos que se manifestam, sobretudo sob o aspecto moral, reconhece-se a sua condição e o grau de confiança que devem merecer. O bom senso não se enganará.

26º) Para julgar os Espíritos, como para julgar os homens, é necessário antes saber julgar-se a si mesmo. Há infelizmente gente que toma a sua própria opinião por medida exclusiva do bem e do mal, do verdadeiro e do falso. Tudo o que contradiz a sua maneira de ver, as ideias, o sistema que inventaram ou adoptaram é mau aos seus olhos. Falta a essas criaturas, evidentemente, a primeira condição para a recta apreciação: a rectidão do juízo. Mas elas nem percebem. Esse o defeito que mais enganos produz.(8)
Todas estas instruções decorrem da experiência e do ensino dos Espíritos. Completamo-las com as próprias respostas dadas por eles a respeito dos pontos mais importantes.(9)

(8) A afirmação de Kardec no nº 25: “O bom senso não se enganará” se refere, como vemos, às pessoas dotadas de bom senso. Neste nº 26 ele nos adverte quanto ao perigo das pessoas que não possuem “a retidão do juízo”. Por isso devemos recorrer com humildade ao juízo dos outros, não nos fechando orgulhosamente em nossas opiniões. (N. do T.)

(9) O próprio Kardec nos dá o exemplo do que ensina: completa as suas instruções com as respostas textuais dos Espíritos às suas consultas. Este é um exemplo vivo de como foi escrita a Codificação. Às suas experiências pessoais, aos resultados sensatos de suas observações, Kardec junta a opinião esclarecida dos Espíritos superiores. (N. do T.)

268. Perguntas sobre a natureza e a identidade dos Espíritos:

1. Por qual sinais podemos reconhecer a superioridade ou a inferioridade dos Espíritos?

— Pela sua linguagem, como distingues um estouvado de um homem sensato. Já dissemos que os Espíritos superiores nunca se contradizem e só tratam de boas coisas. Só querem o bem. Essa é a sua preocupação.
— Os Espíritos inferiores estão dominados pelas ideias materiais. Suas manifestações se ressentem da sua ignorância e da sua imperfeição. Só aos Espíritos superiores é dado conhecer todas as coisas e julgá-las sem paixão.

2. O conhecimento científico de um Espírito é sempre uma prova da sua elevação?

— Não, porque se ainda estiver sob a influência da matéria pode ter os vossos vícios e preconceitos. Há pessoas que são no vosso mundo excessivamente invejosas e orgulhosas. Pensas que ao deixá-lo perdem esses defeitos? Resta-lhes, depois que partem daí, principalmente as que alimentaram fortes paixões, uma espécie de atmosfera que as envolve e conserva todas essas coisas más.
Esses Espíritos semi-imperfeitos são mais temíveis que os Espíritos maus, porque, na sua maioria, juntam a astúcia e o orgulho à inteligência. Pelo seu pretenso saber eles se impõem às pessoas simples e ignorantes, que aceitam sem exame as suas teorias absurdas e mentirosas. Embora essas teorias não possam prevalecer contra a verdade, não deixam de produzir um mal momentâneo porque entravam a marcha do Espiritismo e porque os médiuns se enganam ingenuamente quanto ao mérito das comunicações que recebem. Este o ponto que requer grande estudo de parte dos espíritas esclarecidos e dos médiuns. Para distinguir o verdadeiro do falso é que devemos convergir toda a nossa atenção.(10)

3. Muitos Espíritos protetores se apresentam com nomes de santos ou de personagens conhecidos. O que devemos pensar disso?

— Todos os nomes de santos e de personagens conhecidos não bastariam para designar o protetor de cada criatura. São poucos os Espíritos de nomes conhecidos na Terra. É por isso que quase sempre não dão os seus nomes. Mas na maioria das vezes quereis um nome. Então, para vos satisfazer eles usam o de um homem que conheceis e que respeitais.

4. Esse empréstimo de nome não pode ser considerado uma fraude?

— Seria fraude se feito por um Espírito mau que desejasse enganar. Mas sendo para o bem, Deus permite que se faça entre os Espíritos da mesma ordem, pois entre eles existe solidariedade e similitude de pensamentos.

(10) Muitos entendem que não devemos importar-nos com as mistificações, pois a verdade acaba prevalecendo. Kardec toca o nó da questão ao advertir que estes embustes “entravam a marcha do Espiritismo” e prejudicam a atividade dos médiuns, perturbando-lhes o discernimento necessário ao cumprimento de suas missões. Grande número de criaturas sofrem a desorientação proveniente das confusões semeadas no campo doutrinário e muitas chegam mesmo a perder oportunidades de uma encarnação ardentemente solicitada na vida espiritual. Dever dos espíritas, portanto, é combater as mistificações e desmascarar os Espíritos embusteiros, assegurando o progresso normal da doutrina que eles se empenham em ridicularizar com suas teorias absurdas. Esse é o bom combate de que falava o apóstolo Paulo, em que os inimigos não são os Espíritos nem as pessoas por eles fascinadas, todos dignos do nosso amor, mas os erros semeados entre as criaturas ingénuas. (N. do T.)

9. Compreendemos que seja assim quando se trata de ensinamento sério. Mas como os Espíritos elevados permitem a Espíritos de baixa classe usarem nomes respeitáveis para semear o erro através de máximas muitas vezes perversas?

— Não é com a sua permissão que o fazem. Isso não acontece também entre vós? Os que assim enganam serão punidos, ficai certos disso, e a punição será proporcional à gravidade da impostura.
Aliás, se não fosseis imperfeitos só teríeis Espíritos bons ao vosso redor. Se sois enganados, não o deveis senão a vós mesmos. Deus o permite para provar a vossa perseverança e o vosso discernimento, para vos ensinar a distinguir a verdade do erro. Se não o fazeis é porque não estais suficientemente elevados e necessitais ainda das lições da experiência.

10. Espíritos pouco adiantados, mas animados de boas intenções e do desejo de progredir não são às vezes incumbidos de substituir um Espírito superior para se exercitarem na prática do ensino?

— Jamais nos Centros importantes. Quero dizer nos Centros sérios e para um ensino de ordem geral.(11) Os que o fazem é por sua própria conta e, como dizem, para se exercitarem. É por isso que as suas comunicações, embora boas, trazem sempre a marca da sua inferioridade. Recebem essa incumbência apenas para as comunicações de segunda importância e para as que podemos chamar de pessoais.

11. As comunicações espíritas ridículas são às vezes entremeadas de boas máximas. Como resolver essa anomalia, que parece indicar a presença simultânea de Espíritos bons e maus?
— Os Espíritos maus ou levianos se metem também a sentenciar, mas sem perceberem bem o alcance ou a significação do que dizem. Todos os que o fazem entre vós são homens superiores? Não, os Espíritos bons e maus não se misturam. É pela constante uniformidade das boas comunicações que reconhecereis a presença dos Espíritos bons.

12. Os Espíritos que induzem ao erro estão sempre conscientes do que fazem?
— Não. Há Espíritos bons, mas ignorantes; podem enganar-se de boa fé. Quando tomam consciência da sua falta de capacidade eles a reconhecem e só dizem o que sabem.

13. Ao dar uma falsa comunicação, o Espírito sempre o faz com má intenção?
— Não. Se for um Espírito leviano apenas se diverte a mistificar, sem outra finalidade.

14. Desde que certos Espíritos podem enganar pela linguagem, podem tomar também uma falsa aparência para os médiuns videntes?
— Isso acontece, mas é mais difícil. Em todos os casos isso somente se dá com uma finalidade que os próprios Espíritos maus desconhecem, pois servem de instrumentos para uma lição. O médium vidente pode ver os Espíritos levianos e mentirosos como os outros médiuns podem ouvi-los ou escrever sob sua influência. Os Espíritos levianos podem aproveitar-se da faculdade do médium para o enganar com uma falsa aparência. Isso depende das qualidades do próprio Espírito do médium.(12)

15. É suficiente a boa intenção para não ser enganado, e nesse caso os homens realmente sérios, que não mesclam de curiosidade leviana os seus estudos, também estariam expostos à mistificação?
— Menos do que os outros, evidentemente. Mas o homem tem sempre algumas esquisitices que atraem os Espíritos zombeteiros. Julga-se forte e quase nunca o é. Deve desconfiar, por isso mesmo, da fraqueza proveniente do orgulho e dos preconceitos. Não se levam muito em conta essas duas causas de que os Espíritos se aproveitam, pois agradando-lhes as manias estão seguros de conseguir o que desejam.(13)

16. Porque Deus permite que os Espíritos maus se comuniquem e digam coisas más?
— Mesmo o que há de pior traz um ensinamento. Cabe a vós saber tirá-lo. É necessário que haja comunicações de toda espécie para vos ensinar a distinguir os Espíritos bons dos maus e para que vos sirvam de espelho.

17. Os Espíritos podem sugerir desconfianças injustas contra certas pessoas, por meio de comunicações escritas, e separar amigos?

— Os Espíritos perversos e invejosos podem praticar os males que os homens praticam. Eis porque precisamos estar sempre em guarda. Os Espíritos superiores são sempre prudentes e reservados quando censuram: nada dizem de mal, advertem com jeito. Se quiserem que duas pessoas, no próprio interesse delas, deixem de ver-se, provocarão incidentes que as separem de maneira natural. Uma linguagem que semeia discórdia e desconfiança provém sempre de um Espírito mau, seja qual for o nome de que se sirva. Assim, recebei sempre com reservas o que um Espírito disser de mal contra outro, sobretudo quando um Espírito bom já vos disse o contrário, e desconfiai também de vós mesmos, das vossas próprias aversões. Das comunicações espíritas aceitai somente o que for bom, grande, belo, racional e o que a vossa consciência aprove.

(11) “Les grands centres”, como está no original, ou os Centros importantes, como diríamos em português, são as instituições responsáveis, pouco importando o seu tamanho ou número de adeptos. Para se compreender a razão dessa espécie de privilégio (ao menos aparente) confronte-se este item com os de nº 19 e 20. A justiça espírita é aplicada segundo os méritos reais de pessoas e instituições, visando sempre ao bem geral. (N. do T.)

(12) Passa-se exatamente como entre os encarnados: o trapaceiro só consegue êxito com as pessoas que lhe dão ouvidos. Daí o ensino evangélico de vigiar e orar. Na mediunidade esse ensino se aplica como verdadeira lei. O médium que não vigiar a si mesmo e não souber manter-se em oração está sujeito a todos os enganos. Mas cada engano será para ele uma lição, como é para os homens enganados por outros. (N. do T.)

(13) Todos temos as nossas manias e as nossas pretensões. Os Espíritos zombeteiros ou mistificadores, por simples diversão ou maldade se aproveitam delas, dizendo coisas que estão de acordo com essas fraquezas do nosso carácter. Com isso nos agradam e nos dominam. (N. do T.)

18. Pela facilidade com que os Espíritos maus se infiltram nas comunicações, parece que nunca se pode estar certo da verdade?
— Sim, podeis, desde que tendes a razão para os julgar. Ao ler uma carta sabeis reconhecer muito bem se foi um grosseirão ou um homem educado, um tolo ou um sábio que a escreveu. Se recebeis uma carta de um amigo distante, o que vos prova que é dele? A letra, direis. Mas não há farsantes que imitam todas as letras e tratantes que podem conhecer os vossos negócios? Não obstante, há indícios que não vos permitem enganar. O mesmo se dá com os Espíritos. Imaginai que é um amigo que vos escreve ou que se trata da obra de um escritor. E julgai da mesma maneira.

19. Os Espíritos superiores poderiam impedir os maus de tomarem nomes falsos?
— Certamente que o podem. Mas, quanto piores são os Espíritos, mais teimosos são e frequentemente resistem às injunções. Convém saber que há pessoas pelas quais os Espíritos superiores se interessam mais do que por outras, e quando julgam necessário sabem preservá-las da mentira. Contra essas pessoas os mistificadores são impotentes.

20. Qual a razão dessa parcialidade?

— Isso não é parcialidade, é justiça. Os Espíritos bons se interessam pelos que aproveitam os seus conselhos e se esforçam seriamente para melhorarem. São esses os seus preferidos e os ajudam, mas pouco se importam com aqueles que os fazem perder o seu tempo em belas palavras.

21. Porque Deus permite aos Espíritos o sacrilégio de usarem falsamente nomes veneráveis?

— Poderíeis perguntar também porque Deus permite aos homens mentir e blasfemar. Os Espíritos, como os homens, têm o seu livre-arbítrio para o bem e para o mal, mas nem uns nem outros escaparão à justiça de Deus.

22. Há fórmulas eficazes para expulsar Espíritos mentirosos?
— Fórmula é matéria. Vale mais um bom pensamento dirigido a Deus.

23. Certos Espíritos disseram possuir sinais gráficos inimitáveis, espécies de selos pelos quais se pode reconhecer e constatar a sua identidade. Isso é verdade?

— Os Espíritos superiores só possuem como sinais de sua identidade a elevação de suas ideias e de sua linguagem. Qualquer Espírito pode imitar um sinal material. Quanto aos Espíritos inferiores, traem-se de tantas maneiras que só um cego se deixa enganar por eles.

24. Os Espíritos inferiores não podem imitar também o pensamento?

— Imitam o pensamento como os cenários do teatro imitam a Natureza.

25. Seria assim tão fácil descobrir a fraude por um exame atento?

— Nem há dúvida. Os Espíritos só enganam os que se deixam enganar. Mas é preciso ter olhos de joalheiro para distinguir a pedra verdadeira da falsa, e quem não sabe distingui-la procura um lapidário.

26. Há pessoas que se deixam seduzir por uma linguagem enfática, que se contentam mais com palavras do que com ideias, que chegam mesmo a tomar ideias falsas e vulgares por sublimes. Como essas pessoas, inaptas para julgar os homens, podem julgar os Espíritos?

— Quando são bastante modestas para reconhecer a sua insuficiência não se fiam em si mesmas. Quando, por orgulho, se julgam mais capazes do que são, pagam pela sua tola vaidade. Os Espíritos mistificadores sabem a quem se dirigem. Há pessoas simples e pouco instruídas que são mais difíceis de enganar do que as espertas e sabidas. Agradando o amor-próprio eles fazem dos homens o que querem.(14)

(14) A vaidade anula a inteligência e a instrução. A humildade supre através da vaidade que os mistificadores dominam os mais inteligentes e instruídos. Podemos ver isso ao nosso redor, e nos espantamos de que certas pessoas se deixem levar por mistificações evidentes. Os itens 25 e 26 esclarecem bem esse problema. Devemos meditar sobre esses itens. (N. do T.)

Referência: “O Livro dos Médiuns”

Espiritismo sim, Kardecismo não julho 11, 2009

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Opúsculo "O Espiritismo na sua Expressão Mais Simples"

Opúsculo "O Espiritismo na sua Expressão Mais Simples"

Dentre as confusões mais frequentes disseminadas por redutos seitistas e de tendência sincrética e comumente repetidas por pessoas desconhecedoras do Espiritismo encontra-se o uso incorreto de termos ou palavras para designar a Doutrina Espírita. Um deles é o termo “kardecismo”, dando a idéia de que há vários “Espiritismos”, enquanto, na verdade, o Espiritismo é um só, aquele que surgiu em 1857 com a publicação de “O Livro dos Espíritos”. Aliás, foi Allan Kardec que criou a palavra “Espiritismo” justamente no intuito de diferenciá-la de tudo que existia e do Espiritualismo em geral.

O próprio espírito Ramatis e os ramatisistas estão entre aqueles que gostam de se utilizar dos termos “kardecista” e “kardecismo” até mesmo de uma forma algumas vezes pejorativa com o intuito de passarem a idéia de que são espíritas, porém não “kardecistas”, e sim “universalistas“, criando pois uma pretensa ramificação no seio da Doutrina, algo que Allan Kardec sempre desaconselhou e desestimulou, como já vimos aqui em outros artigos.

Luiz Antonio Milleco, bem a propósito, escreveu um interessante artigo sobre a questão, intitulado “Espiritismo ou Kardecismo?”:

“De um tempo para cá um estranho fenômeno ocorre em nosso meio: pessoas respeitáveis aceitam a Doutrina Espírita, entusiasmam-se com seus postulados e se beneficiam da consolação por Ela propiciada. No entanto, chegado o momento das definições, afirmam-se não espíritas, mas espiritualistas ou “kardecistas”.

Quanto ao espiritualismo, a definição é incompleta, já que todas as crenças baseadas na existência da alma são espiritualistas.

E quanto ao “kardecismo”?

As origens históricas do termo, embora não possam situar-se no tempo, são perfeitamente caracterizadas quanto aos fatos. Ao chegarem ao Brasil, os escravos trouxeram consigo suas crenças, seus cultos, que ali se fundiram, com o crescimento das crenças indígenas e católicas. Esses grupos étnicos já praticavam a mediunidade. Ora, com o aparecimento entre nós da Doutrina Espírita, uma de cujas bases principais é exatamente o fenômeno mediúnico, foram inevitáveis as generalizações. Tudo quanto se referisse ao intercâmbio com o outro plano era considerado Espiritismo.

Tal equívoco ocasionou lamentáveis deturpações. Não queremos aqui discriminar os grupos afro. Há entre eles os que, embora divergindo da Doutrina Espírita quanto ao aspecto religioso e à prática mediúnica, lêem Allan Kardec, adotam seus postulados filosóficos e servem ao próximo com desprendimento e abnegação.

Não se pode negar, entretanto, as deturpações a que nos referimos acima. Eram comuns em certos setores da imprensa manchetes como: “Assassinato em um Centro Espírita”, “Incorporado pelo Guia Fulano…”. Além disso, não são raros os folhetos em que se lê: “Madame Fulana de tal. Vidente Espírita, soluciona todos os problemas, resolve caso de amor e dinheiro, prevê o futuro…” etc.

Resultado: para não se embarafustarem com toda esta confusão, alguns companheiros abrem mão do termo espírita e preferem a expressão “kardecista”. Haverá, porém, algum fundamento para tal posição?

Em primeiro lugar, Allan Kardec sempre fez questão de assinalar que, ao contrário de todas as doutrinas anteriores, o Espiritismo não foi fundado por homens, mas é conseqüência das revelações trazidas pelo Plano Espiritual.

Em segundo lugar, não podemos descartar a gama de preconceitos que envolve a substituição dos termos espírita e Espiritismo pelos termos “kardecista” e “kardecismo”.

Não querem, estes companheiros, que suas crenças sejam confundidas com aquelas que, para eles, são “inferiores”. Não querem ser identificados como “feiticeiros” ou “macumbeiros”. Tal confusão, no entanto, não advém deste ou daquele termo, mas da posição de cada um perante a vida e diante de si mesmo.

Ao invés de simplificarmos as coisas dando à Doutrina Espírita nomes que ela não possui, chamando-a “kardecismo”, “mesa branca”, “Espiritismo Científico”, etc., arquemos com os incômodos das explicações; e, definindo-nos claramente como espíritas, esclareçamos simplesmente os que nos abordem sobre o que é, e o que não é Espiritismo”.

(Revista Espírita Harmonia – nº 34 – agosto de 1997)

Mais artigos sobre o tema:

“Porque Não Sou Espirita Kardecista”

Espiritismo

“Religiões Afro e Espiritismo: uma Confusão Frequente”

Espiritismo sim, Kardecismo não julho 11, 2009

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Dentre as confusões mais frequentes disseminadas por redutos seitistas e de tendência sincrética e comumente repetidas por pessoas desconhecedoras do Espiritismo encontra-se o uso incorreto de termos ou palavras para designar a Doutrina Espírita. Um deles é o termo “kardecismo”, dando a idéia de que há vários “Espiritismos”, enquanto, na verdade, o Espiritismo é um só, aquele que surgiu em 1857 com a publicação de “O Livro dos Espíritos”. Aliás, foi Allan Kardec que criou a palavra “Espiritismo” justamente no intuito de diferenciá-la de tudo que existia e do Espiritualismo em geral.

O próprio espírito Ramatis e os ramatisistas estão entre aqueles que gostam de se utilizar dos termos “kardecista” e “kardecismo” até mesmo de uma forma algumas vezes pejorativa com o intuito de passarem a idéia de que são espíritas, porém não “kardecistas”, e sim “universalistas“, criando pois uma pretensa ramificação no seio da Doutrina, algo que Allan Kardec sempre desaconselhou e desestimulou, como já vimos aqui em outros artigos.

Luiz Antonio Milleco, bem a propósito, escreveu um interessante artigo sobre a questão, intitulado “Espiritismo ou Kardecismo?”:

“De um tempo para cá um estranho fenômeno ocorre em nosso meio: pessoas respeitáveis aceitam a Doutrina Espírita, entusiasmam-se com seus postulados e se beneficiam da consolação por Ela propiciada. No entanto, chegado o momento das definições, afirmam-se não espíritas, mas espiritualistas ou “kardecistas”.

Quanto ao espiritualismo, a definição é incompleta, já que todas as crenças baseadas na existência da alma são espiritualistas.

E quanto ao “kardecismo”?

As origens históricas do termo, embora não possam situar-se no tempo, são perfeitamente caracterizadas quanto aos fatos. Ao chegarem ao Brasil, os escravos trouxeram consigo suas crenças, seus cultos, que ali se fundiram, com o crescimento das crenças indígenas e católicas. Esses grupos étnicos já praticavam a mediunidade. Ora, com o aparecimento entre nós da Doutrina Espírita, uma de cujas bases principais é exatamente o fenômeno mediúnico, foram inevitáveis as generalizações. Tudo quanto se referisse ao intercâmbio com o outro plano era considerado Espiritismo.

Tal equívoco ocasionou lamentáveis deturpações. Não queremos aqui discriminar os grupos afro. Há entre eles os que, embora divergindo da Doutrina Espírita quanto ao aspecto religioso e à prática mediúnica, lêem Allan Kardec, adotam seus postulados filosóficos e servem ao próximo com desprendimento e abnegação.

Não se pode negar, entretanto, as deturpações a que nos referimos acima. Eram comuns em certos setores da imprensa manchetes como: “Assassinato em um Centro Espírita”, “Incorporado pelo Guia Fulano…”. Além disso, não são raros os folhetos em que se lê: “Madame Fulana de tal. Vidente Espírita, soluciona todos os problemas, resolve caso de amor e dinheiro, prevê o futuro…” etc.

Resultado: para não se embarafustarem com toda esta confusão, alguns companheiros abrem mão do termo espírita e preferem a expressão “kardecista”. Haverá, porém, algum fundamento para tal posição?

Em primeiro lugar, Allan Kardec sempre fez questão de assinalar que, ao contrário de todas as doutrinas anteriores, o Espiritismo não foi fundado por homens, mas é conseqüência das revelações trazidas pelo Plano Espiritual.

Em segundo lugar, não podemos descartar a gama de preconceitos que envolve a substituição dos termos espírita e Espiritismo pelos termos “kardecista” e “kardecismo”.

Não querem, estes companheiros, que suas crenças sejam confundidas com aquelas que, para eles, são “inferiores”. Não querem ser identificados como “feiticeiros” ou “macumbeiros”. Tal confusão, no entanto, não advém deste ou daquele termo, mas da posição de cada um perante a vida e diante de si mesmo.

Ao invés de simplificarmos as coisas dando à Doutrina Espírita nomes que ela não possui, chamando-a “kardecismo”, “mesa branca”, “Espiritismo Científico”, etc., arquemos com os incômodos das explicações; e, definindo-nos claramente como espíritas, esclareçamos simplesmente os que nos abordem sobre o que é, e o que não é Espiritismo”.

(Revista Espírita Harmonia – nº 34 – agosto de 1997)

Mais artigos sobre o tema:

“Porque Não Sou Espirita Kardecista”

Espiritismo

“Religiões Afro e Espiritismo: uma Confusão Frequente”

Utilidade Pública: Incensos e Defumadores fazem mal à saúde junho 17, 2009

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Queridos leitores, todos sabemos que a prática doutrinária espírita não se coaduna com o uso de objetos materiais para um suposto “afastamento de espíritos malfazejos” ou para “purificação de ambientes”, tais quais incensos, defumadores, etc. Os Espíritos Superiores nos ensinam que os mesmos, sendo matéria, não possuem qualquer poder ou efeito sobre os espíritos ou sobre os fluidos-ambiente.

Contrariamente, mais uma vez, à Doutrina Espírita, e ainda influenciado por suas crenças hinduístas, Ramatis afirma em seus livros, em especial em “Magia de Redenção”, que tais objetos atuam como “detonadores de miasmas astralinos”, contrariando tudo o que aprendemos acerca da natureza dos fluidos.

Não bastasse, pois, serem inúteis do ponto-de-vista espiritual, porque a raiz dos nosso problemas encontra-se no nosso pensamento, no nosso comportamento e nas nossas ações do presente e do passado, os incensos, defumadores e congêneres, conforme pesquisado recentemente, podem ser altamente prejudiciais à nossa saúde.

Leiamos a matéria publicada no jornal “A Folha de São Paulo”:

Teste mostra que fumaça de incenso é prejudicial à saúde, por CLÁUDIA COLLUCCI da Folha de S.Paulo, em Brasília

“Usado desde a Antigüidade com sentido de purificação e proteção, o incenso acaba de receber sinal vermelho da Pro Teste, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Cinco marcas avaliadas mostram que daquela fumacinha, aparentemente inocente, exalam substâncias altamente tóxicas.

Queimando um incenso todos os dias, por exemplo, a pessoa inala a mesma quantidade de benzeno –substância cancerígena– contida em três cigarros, ou seja, em torno de 180 microgramas por metro cúbico. Há também alta concentração de formol, cerca de 20 microgramas por metro cúbico, que pode irritar as mucosas.

As substâncias nem de longe lembram as especiarias aromáticas com as quais o incenso era fabricado no passado, como gálbano, estoraque, onicha e olíbano. Se há uma leve semelhança, ela reside na forma obscura da fabricação. No passado, o incenso era preparado secretamente por sacerdotes.

Hoje, o consumidor também não é informado como esses produtos são feitos e quais substâncias está inalando. O motivo é simples: por falta de regulamentação própria, os fabricantes de incenso não são obrigados a fazer isso.

Nas cinco marcas avaliadas (Agni Zen, Big Bran, Golden, Hem e Mahalakshimi), todas indianas, não há sequer o nome do distribuidor brasileiro na embalagem. Muito menos a descrição de quais substâncias compõem o produto. A Folha tentou localizar as empresas, por meio dos nomes dos incensos, mas, assim como a Pro Teste, não teve sucesso.

A avaliação foi feita a partir da simulação do uso em ambiente parecido com uma sala. Segundo a Pro Teste, foi medida a emissão de poluentes VOCs (compostos orgânicos voláteis) e de substâncias passíveis de causar alergias, como benzeno e formol. As concentrações foram medidas após meia hora do acendimento.

Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste e colunista da Folha, alerta que os aromatizadores de ambiente, como o incenso, são vendidos sem regulamentação ou fiscalização, o que representa perigo à saúde.

“Os consumidores pensam que se trata de produtos inofensivos, que trazem harmonia e, na verdade, estão inalando substâncias altamente tóxicas e até cancerígenas.”

A Pro Teste reivindica que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faça um estudo sobre o impacto dos produtos na saúde e elabore regulamentação para a produção, importação e venda no Brasil.

“Estou surpresa. Acendo incensos diariamente há 20 anos no momento em que faço minhas preces no altar budista que tenho na sala. É uma forma de agradecimento às divindades e de limpeza energética. Jamais pensei que eles pudessem fazer mais mal do que bem”, diz Renata Sobreira Uliana, 49.

O resultado dos testes também surpreendeu os médicos. “Nunca li nenhum artigo científico a respeito disso, mas é um dado muito interessante, que vai fazer a gente repensar a forma de liberar esse tipo de produto”, diz José Eduardo Delfini Cançado, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia.

Clystenes Soares Silva, pneumologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), explica que nem pessoas predispostas a desenvolver quadros alérgicos (como rinite e asma) nem pessoas saudáveis devem se expor aos incensos.”

Utilidade Pública: Incensos e Defumadores fazem mal à saúde junho 17, 2009

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Queridos leitores, todos sabemos que a prática doutrinária espírita não se coaduna com o uso de objetos materiais para um suposto “afastamento de espíritos malfazejos” ou para “purificação de ambientes”, tais quais incensos, defumadores, etc. Os Espíritos Superiores nos ensinam que os mesmos, sendo matéria, não possuem qualquer poder ou efeito sobre os espíritos ou sobre os fluidos-ambiente.

Contrariamente, mais uma vez, à Doutrina Espírita, e ainda influenciado por suas crenças hinduístas, Ramatis afirma em seus livros, em especial em “Magia de Redenção”, que tais objetos atuam como “detonadores de miasmas astralinos”, contrariando tudo o que aprendemos acerca da natureza dos fluidos.

Não bastasse, pois, serem inúteis do ponto-de-vista espiritual, porque a raiz dos nosso problemas encontra-se no nosso pensamento, no nosso comportamento e nas nossas ações do presente e do passado, os incensos, defumadores e congêneres, conforme pesquisado recentemente, podem ser altamente prejudiciais à nossa saúde.

Leiamos a matéria publicada no jornal “A Folha de São Paulo”:

Teste mostra que fumaça de incenso é prejudicial à saúde, por CLÁUDIA COLLUCCI da Folha de S.Paulo, em Brasília

“Usado desde a Antigüidade com sentido de purificação e proteção, o incenso acaba de receber sinal vermelho da Pro Teste, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Cinco marcas avaliadas mostram que daquela fumacinha, aparentemente inocente, exalam substâncias altamente tóxicas.

Queimando um incenso todos os dias, por exemplo, a pessoa inala a mesma quantidade de benzeno –substância cancerígena– contida em três cigarros, ou seja, em torno de 180 microgramas por metro cúbico. Há também alta concentração de formol, cerca de 20 microgramas por metro cúbico, que pode irritar as mucosas.

As substâncias nem de longe lembram as especiarias aromáticas com as quais o incenso era fabricado no passado, como gálbano, estoraque, onicha e olíbano. Se há uma leve semelhança, ela reside na forma obscura da fabricação. No passado, o incenso era preparado secretamente por sacerdotes.

Hoje, o consumidor também não é informado como esses produtos são feitos e quais substâncias está inalando. O motivo é simples: por falta de regulamentação própria, os fabricantes de incenso não são obrigados a fazer isso.

Nas cinco marcas avaliadas (Agni Zen, Big Bran, Golden, Hem e Mahalakshimi), todas indianas, não há sequer o nome do distribuidor brasileiro na embalagem. Muito menos a descrição de quais substâncias compõem o produto. A Folha tentou localizar as empresas, por meio dos nomes dos incensos, mas, assim como a Pro Teste, não teve sucesso.

A avaliação foi feita a partir da simulação do uso em ambiente parecido com uma sala. Segundo a Pro Teste, foi medida a emissão de poluentes VOCs (compostos orgânicos voláteis) e de substâncias passíveis de causar alergias, como benzeno e formol. As concentrações foram medidas após meia hora do acendimento.

Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste e colunista da Folha, alerta que os aromatizadores de ambiente, como o incenso, são vendidos sem regulamentação ou fiscalização, o que representa perigo à saúde.

“Os consumidores pensam que se trata de produtos inofensivos, que trazem harmonia e, na verdade, estão inalando substâncias altamente tóxicas e até cancerígenas.”

A Pro Teste reivindica que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faça um estudo sobre o impacto dos produtos na saúde e elabore regulamentação para a produção, importação e venda no Brasil.

“Estou surpresa. Acendo incensos diariamente há 20 anos no momento em que faço minhas preces no altar budista que tenho na sala. É uma forma de agradecimento às divindades e de limpeza energética. Jamais pensei que eles pudessem fazer mais mal do que bem”, diz Renata Sobreira Uliana, 49.

O resultado dos testes também surpreendeu os médicos. “Nunca li nenhum artigo científico a respeito disso, mas é um dado muito interessante, que vai fazer a gente repensar a forma de liberar esse tipo de produto”, diz José Eduardo Delfini Cançado, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia.

Clystenes Soares Silva, pneumologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), explica que nem pessoas predispostas a desenvolver quadros alérgicos (como rinite e asma) nem pessoas saudáveis devem se expor aos incensos.”

Ótima notícia maio 25, 2009

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É com muita satisfação que venho trazer uma boa notícia a todos os nossos leitores, fixos ou eventuais: nosso blog já aparece nas primeiras páginas do mecanismo de busca do Google. Isso significa que quem digitar a palavra “Ramatis“, em minúsculo ou maiúsculo, com ou sem aspas, poderá encontrar nosso blog listado logo entre as três primeiras páginas. O mesmo já ocorre também no mecanismo de busca do Yahoo.

Isso é muito importante, porque mais e mais pessoas terão acesso ao conteúdo do mesmo, encontrando informações que condizem com o assunto e que interessam de perto a todo o Movimento Espírita, principalmente o contingente preocupado em mantê-lo distanciado das tentativas de deturpação das suas bases.

Isso aconteceu em função do esforço de divulgação que empreendemos e pela credibilidade alcançada pelo nosso trabalho, que tem sido usado como referência em muitos outros estudos sobre o tema, dentro e fora do âmbito virtual.

Agradecemos aos nossos leitores e divulgadores deste espaço, assim como pelo apoio que nos têm dado.

Saudações fraternas.

Ótima notícia maio 25, 2009

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É com muita satisfação que venho trazer uma boa notícia a todos os nossos leitores, fixos ou eventuais: nosso blog já aparece nas primeiras páginas do mecanismo de busca do Google. Isso significa que quem digitar a palavra “Ramatis“, em minúsculo ou maiúsculo, com ou sem aspas, poderá encontrar nosso blog listado logo entre as três primeiras páginas. O mesmo já ocorre também no mecanismo de busca do Yahoo.

Isso é muito importante, porque mais e mais pessoas terão acesso ao conteúdo do mesmo, encontrando informações que condizem com o assunto e que interessam de perto a todo o Movimento Espírita, principalmente o contingente preocupado em mantê-lo distanciado das tentativas de deturpação das suas bases.

Isso aconteceu em função do esforço de divulgação que empreendemos e pela credibilidade alcançada pelo nosso trabalho, que tem sido usado como referência em muitos outros estudos sobre o tema, dentro e fora do âmbito virtual.

Agradecemos aos nossos leitores e divulgadores deste espaço, assim como pelo apoio que nos têm dado.

Saudações fraternas.

Para adquirir a obra "Ramatis, Sábio ou Pseudo-Sábio?" outubro 21, 2008

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Aqui os links para quem desejar adquirir a obra:

Editora Candeia

Editora EME

Direto com o autor (com desconto). Envie um e-mail, consulte o valor e faça o seu pedido

Links de palestras (áudio) sobre o tema outubro 21, 2008

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Palestra “Ramatis – Sábio ou Pseudo-Sábio?” (MP3)

Para aqueles que quiserem ouvir ou mesmo divulgar, fiquem à vontade:

http://duplavista.com.br/arquivo/ramatis-sabio-ou-pseudo-sabio

Para adquirir a obra "Ramatis, Sábio ou Pseudo-Sábio?" outubro 21, 2008

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Links de palestras (áudio) sobre o tema outubro 21, 2008

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Palestra “Ramatis – Sábio ou Pseudo-Sábio?” (MP3)

Para aqueles que quiserem ouvir ou mesmo divulgar, fiquem à vontade:

http://duplavista.com.br/arquivo/ramatis-sabio-ou-pseudo-sabio